sexta-feira, 11 de maio de 2012

Cotas raciais e o acesso ao ensino superior



                                       Dia 14 de maio tem debate!
Anel Maranhão convida a todas e todos para discutir cotas raciais e o acesso ao ensino superior.

Local: Ágora do CCH
IMPORTANTE: Horário: 16:30* (errata do cartaz)

"Tire seu racismo do caminho que eu quero passar com a minha cor!"


domingo, 6 de maio de 2012

Acorda, Paulo Freire!


As obras do Centro Pedagógico Paulo freire tiveram inicio em 2009, com a previsão de entrega para o final de 2010 e um orçamento de R$ 14.537.780,86. Em nota da divulgada no site da UFMA no dia 23/06, as 16h38, o prédio tem a seguinte descrição: “O prédio será formado por um conjunto de quatro pavimentos sobrepostos, com áreas livres internas: serão 60 salas de aula distribuídas em três pavimentos, com capacidade para 65 alunos em cada sala, sendo que em cada andar duas unidades serão unificadas para servir de mini-auditório, todas com pontos de internet e data show; áreas de vivência; auditório com capacidade para 500 pessoas; e toda a estrutura de apoio; haverá, ainda, salas para diretório acadêmico, xérox, livraria, agência bancária, sala de orientação e tutoria pedagógica, em todos os pavimentos, e espaços para o gerenciamento e administração do prédio: secretaria, arquivos e almoxarifado.”

Quase três anos depois, a maioria dessas coisas sequer saiu do papel. E pra piorar tudo, vários cursos da UFMA, de uma maneira nada democrática, foram obrigados a se distribuírem na metade do prédio que está “concluída” (leiam-se salas de aula e banheiros). Assim, desde 2011, diversos períodos, dos mais variados cursos, disputam, nos três turnos, uma sala para simplesmente assistir aula, sem qualquer estrutura de departamentos, coordenações, xerox’s, lanchonetes, diretórios acadêmicos, etc. Ou seja, um prédio que tem servido apenas como depósito de pessoas.

Como se não fosse suficiente a humilhante situação a que estudantes e professores têm sido submetidos por freqüentarem um prédio insalubre e que nem de longe responde as necessidades acadêmicas, tendo em vista que fica distante de toda estruturas dos cursos que para ali foram realocados, o prédio ainda não tem qualquer acessibilidade! Isso porque a rampa que daria acesso ao prédio fica do lado que ainda não foi concluído e os três andares liberados (sabe-se lá por quem) para uso, não podem ser freqüentados por cadeirantes ou deficientes físicos, sem que esses tenham que ser carregados ou qualquer coisa assim.

Diante desta conjuntura, o Diretório Central de Estudantes que deveria organizar as lutas estudantis na defesa de seus direitos e interesses se calou! Não houve uma só manifestação, mesmo que através de uma nota de repúdio contra a arbitrária realocação de diversos cursos da universidade para um prédio que sequer foi concluído e que não responde as necessidades dos estudantes! Apenas a resistência dos cursos do prédio de Ciências Sociais em ir para o prédio suscitou debates e críticas ao novo prédio e a política de expansão sem qualidade que o reitor Natalino Salgado tem coordenado na UFMA.

Há mais de um ano os estudantes, sozinhos, têm que se virar para chegar até o Paulo Freire entre uma aula e outra, ou quando o professor pede uma xerox, ou precisam lanchar durantes os intervalos; do mesmo modo quando têm problemas com professores faltosos ou disciplinas não ofertadas, numa peregrinação até suas respectivas coordenações e departamentos; além do mais a falta de comunicação com restante do curso têm impedido a realização de grupos de estudos e debates com os demais estudantes de um mesmo curso, pois está “cada um para o lado”.

Chegou a hora de encararmos seriamente esta situação e organizarmos os estudantes para exigir a conclusão imediata do Centro Pedagógico Paulo Freire! A realocação responsável e democrática dos cursos que ali terão suas aulas ministradas com toda sua estrutura: departamento, coordenação, diretório acadêmico, xerox, lanchonete, estacionamento, etc. E para isso precisamos de um DCE independente da reitoria e das políticas educacionais do governo! Um DCE autônomo que organize as lutas estudantis a partir de suas demanda mais imediatas, sem estar atrelado aos interesses do reitor, departamento ou coordenação, mas tendo em vista, principalmente, as necessidades estudantis! Um DCE que não abaixe a cabeça para os mandos e desmandos da administração superior e que não fuja à luta por uma UFMA diferente! Venha construir esse novo DCE, participe do ciclo de debates de construção de uma chapa de oposição a atual gestão do DCE, traga suas propostas e vamos construir coletivamente uma alternativa a todos os problemas da Universidade!

Movimento Os Lírios não nascem da lei – Direito UFMA

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Por um DCE independente e de luta!

Um chamado aos C.A's, D.A's, coletivos estudantis e aos estudantes de todos os campi. 


Foi dada a largada para o início do processo de eleição para o Diretório Central de Estudantes da UFMA. Fazemos um chamado a TOD@S OS ESTUDANTES dispostos a construir uma chapa autônoma e independente, e em especial aos coletivos e entidades que têm construído uma frente de esquerda conosco, nas lutas.

É com muito entusiasmo que queremos tornar público o nosso desejo de disputar as eleições para DCE junto aos estudantes que desejam que a entidade volte a lutar e de fato nos representar.

Vivemos uma situação insustentável na UFMA e os estudantes estão cansados de tanto descaso e autoritarismo. Com o aniversário de 5 anos do REUNI, implantado na Universidade a partir do Governo Federal com todo o apoio e sorrisos do Reitor Natalino Salgado, aniversaria a expansão irresponsável e sem qualidade a qual a universidade tem passado.

Salas lotadas sem contratação de professor, sem estrutura física, R.U. lotado enquanto o Magnífico gasta o dinheiro público para a construção de um restaurante privado, Pórtico de 500 mil enquanto há o sucateamento e falta de material em nossos laboratórios, decisões tomadas sem um mínimo de diálogo com a comunidade acadêmica. O despotismo do Magnífico que unido a toda a precarização acumulada com o REUNI e a completa entrega do DCE à reitoria desde 2008 acumularam revolta e insatisfação em todos nós.

E onde estivemos durante esse tempo? Junto aos estudantes indignados nas lutas e disputas dentro da universidade! Em ocupações de reitoria, na ocupação e reivindicação do lado esquerdo do R.U. que era fechado, na resistência frente aos sucessivos ataques que foram direcionados aos estudantes dessa universidade. Estivemos juntos nas lutas mais importantes do movimento estudantil da UFMA.

E é nessa conjuntura que desde 2011 a ANEL vem construindo uma frente de luta junto a coletivos de esquerda dentro da UFMA, como o Contraponto, o Vamos a luta, vários C.A’s e D.A’s, Os lírios não nascem da Lei, e muitos estudantes independentes de entidades e coletivos que se organizaram ombro a ombro conosco.

 A partir desta unidade também construímos atividades importantes, como os dias de luta em defesa da UFMA, debates com a comunidade acadêmica, atos, chamados de assembleias, passagem em sala, dialogando com os estudantes e movimentando a universidade. Consideramos um acerto a opção de fortalecer uma frente de esquerda como uma alternativa dentro do movimento estudantil e a relação fraterna que foi desenvolvida entre os militantes mostra como respeito e camaradagem são pilares para qualquer unidade.

Hoje apesar das divergências políticas que possuímos, aprendemos a trabalhar coletivamente e o saldo que conseguimos apenas corrobora com a necessidade de continuarmos unid@s para esse novo desafio: a eleição para DCE. Estamos certos de que essa unidade para uma chapa será apenas um resultado do processo de mobilizações que já temos solidificado. Mais certos ainda que diferentemente dos grupos oportunistas que pleiteiam ser gestão do DCE para carreirismo político e para mamar nas tetas da UFMA, nossa unidade mostrou com a cara na rua que quer fortalecer o movimento estudantil e quer que o Diretório Central de Estudantes seja um instrumento consciente para isso.

Hoje o DCE se encontra engessado e burocratizado ao ponto de não se movimentar pelas pautas mais básicas dos estudantes. Apesar da rapidez com que atolou o nome do DCE na lama ao ligá-lo diretamente ao partido de Sarney, sabemos que a degeneração não é saldo apenas dessa ultima gestão, mas que começou desde 2008 quando a gestão “Somos quem podemos ser” (a qual defendia o REUNI em seu discurso de campanha) tomou posse do DCE. A partir disso temos encarado a descarada entrega da entidade ao reitor Natalino Salgado e à apatia em relação aos problemas da Universidade.

De lá para cá presenciamos sucessivos golpes, em eleições da entidade, deste grupo que a pouco tempo era um só na ultima gestão chamada “Da unidade vai nascer a novidade” e que agora há os que se dizem oposição uma vez que se encontram fora do DCE.

Em contrapartida a tais infelizes posturas no movimento estudantil, percebemos que sempre houveram estudantes indignados e dispostos a lutar por uma universidade pública, gratuita e de qualidade, e é a vocês que fazemos esse chamado. Exemplos concretos como a ocupação de reitoria de 2009, organização de debates e disputas nos espaços políticos da universidade estão aí para provar. Espaços estes nunca puxados pelo DCE como deveriam ser.

Não nos deixemos enganar pela falácia de alguns que pronunciam discursos diferentes de acordo com a conjuntura. Esse é um momento histórico para os estudantes da UFMA. É o momento em que podemos retirar do DCE a pelegada e trazê-lo de fato para as lutas. É o momento de luta para que a entidade volte a estar presente nas reivindicações de meia-passagem, no apoio as lutas dos professores e trabalhadores, no combate aos desmandos do Magnífico Reitor, por uma UFMA de qualidade e pública de fato.

Pela construção de uma chapa de luta com a cara do estudante indignado. Uma chapa de protesto e esperança fortalecendo o combate ao sucateamento da Universidade. Esse é um chamado a todos os estudantes que estão dispostos a lutar para ver uma mudança acontecer. AOS ESTUDANTES de uma forma geral, aos C.A’s, aos D.A’s, ao Contraponto, ao Vamos a Luta, ao Os Lírios Não Nascem da Lei, e estudantes dos campi de Codó, Imperatriz, Chapadinha, Grajaú, São Bernardo, Pinheiro e Bacabal.


É o momento de fazer a unidade dos que lutam, construindo uma chapa independente dos governos e da reitoria, com um programa que paute:



  • A defesa por uma universidade pública, gratuita e de qualidade!
  • Pelos 10% do PIB pra educação pública!
  • Por uma expansão com qualidade que contemple as demandas dos estudantes!
  • Pela conclusão imediata das obras da UFMA
  • Por uma Residência Universitária dentro do Campus!
  • Pela ampliação do R.U. e criação nos campi onde não existe.
  • Pela melhoria do transporte coletivo! #EuQueroMeuDireitoPorInteiro!
  • Contra toda forma de opressão! Machismo, racismo e homofobia!
POR UM DCE INDEPENDENTE, AUTÔNOMO E DE LUTA!

Convidamos para uma reunião nessa sexta-feira, dia 27 ás 17 horas, para debatermos a unidade e um programa.


Há braços na luta,
ANEL - MA

terça-feira, 24 de abril de 2012

Todo apoio a luta dos rodoviários! Em defesa do transporte público de qualidade! Contra o aumento da passagem!


        São Luís vive um momento diferente nestas últimas semanas...

O Sistema de transporte da capital maranhense encontra-se a beira do colapso. A bilhetagem eletrônica gerenciada pela empresa DataProm tem apresentado pelo menos 11 panes nos desde o final de 2011. Esse sistema, segundo a prefeitura não consegue atender mais a demanda de usuários de transporte na região metropolitana de São Luís do Maranhão. Esse problema deixou milhares de trabalhadores e estudantes sem poder deslocar-se diariamente para o trabalho e para as escolas. Exigimos desde já o retorno do sistema de bilhetagem eletrônica e o direito a meia passagem.
Alguns dias antes tivemos o anúncio por parte do Sindicato das Empresas de Transporte (SET) que estava falido e não tinha como sustentar-se com o valor tarifário cobrado.

Nos perguntamos, como pode um sistema tão rico anunciar falência?

Embora o SET não divulgue as planilhas que demonstram sua iminência falência, calculando por baixo temos 600.000 usuários diários do transporte público da capital que, multiplicando pela média das tarifas, gera diariamente um retorno de R$ 990.000,00 às empresas de transporte. Mesmo que metade desse dinheiro fosse para gastos com “manutenção” dos ônibus, ainda restaria metade para lucro dos empresários e pagamentos dos trabalhadores, o que equivaleria a cerca de R$ 7.425.000,00 de faturamento mensal para os patrões. Mas será que a folha de pagamento dos trabalhadores equivale a pelo menos metade desse valor? Desafiamos o SET a tornar pública suas contas!
Por outro lado, a população de São Luís paga uma tarifa de transporte muito alta e não tem retorno em condições dignas no transporte público. A quantidade de ônibus que circula pela cidade nem de longe atende de maneira satisfatória aos usuários, sem contar que muitos destes estão velhos e muitas vezes colocam em risco a vida de quem precisa do transporte público para se locomover. Além do mais, os trabalhadores e estudantes gastam cerca de 2 horas para chegarem aos seus destinos, principalmente levando em conta as vias de tráfego sem total condições estruturais para o trânsito de veículos e a falta de infraestrutura nos terminais de integração.
Tudo isso demonstra o descaso do prefeito João Castelo do PSDB e das empresas de transportes que visam somente o lucro.
Quando a tarifa aumentou em 2010 a renovação da frota foi prometida, bem como muitas melhorias. O que percebemos que ao longo desses últimos anos nada mudou e os custos ficaram sobre as costas dos trabalhadores. Está na hora do aumento de salários sair do bolso dos patrões que tem lucrado com a exploração dos seus trabalhadores e com as péssimas condições do transporte público de São Luís.
 
Todo apoio a luta dos rodoviários! Contra o aumento da passagem!

Nós da Anel estamos junto com os trabalhadores rodoviários nas suas lutas por melhores condições de trabalho. Entendemos que com melhores condições de trabalho passam pelo enfrentamento contra as empresas de transporte coletivo, as únicas beneficiadas com o aumento de passagem!
Por isso fazemos um chamado aos trabalhadores rodoviários para se unirem a nós na luta por um transporte público de qualidade que seja sinônimo de salários justos aos trabalhadores, atendimento digno e universal aos usuários de transporte com veículos de boa qualidade, com itinerários que atendam a toda a população e que respeite o direito de estudantes, aposentados e trabalhadores a uma tarifa justa.  
É hora de lutar por condições dignas de trabalho, mas sem perder de vista que o aumento da tarifa e a precarização do transporte público só beneficia aos empresários de transporte da cidade! Estamos juntos na luta por um transporte público de qualidade, gratuito para estudantes e desempregados e que garanta condições e salários dignos aos trabalhadores!
 
PELO RETORNO IMEDIATO DA VENDA DE CRÉDITOS!

NÃO AO AUMENTO DAS PASSAGENS!

PELA GARANTIA DO DIREITO À MEIA PASSAGEM!!
 
                                           TODO APOIO À LUTA DOS RODOVIÁRIOS!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Resoluções da VI Assembléia Estadual da ANEL Maranhão


Resoluções da VI Assembléia Estadual da ANEL
Maranhão


Educação e Universidade

Participar das movimentações em defesa da saúde pública na Ufma e no estado do Maranhão;
Lutar contra a precarização da educação pública no Estado do Maranhão;
Fazer apresentação da ANEL na UEMA;
Lutar para que o Restaurante Universitário da UFMA possa oferecer suco;
Lutar em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade e contra a precarização do trabalho docente;
Apoiar as lutas dos professores nos dias de paralisação em defesa da universidade e do trabalho docente;
Participar das lutas contra a corrupção;
Lutar contra a implementação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) no HUUFMA.


Contra toda forma de opressão

Realizar o I Seminário LGBT da Anel na UFMA;
Participar da luta contra a remoção e extinção dos povos tradicionais no estado e no Norte/Nordeste (quilombolas, indígenas e ribeirinhos, dentre outros);
Maior aproximação com a Comissão Pastoral da Terra (CPT);
Encampar a luta pela construção de creches nas universidades maranhenses;
Realizar debates sobre descriminalização das drogas;
Discutir sobre tecnologia dentro do movimento estudantil;
Realizar discussões sobre o papel da polícia dentro das universidades;
Que a ANEL impulsione debates sobre as opressões às mulheres;
Que a ANEL promova o “I Baile de Resistência Negra” no período do dia 13 de maio.
Realização da I Copa de Futebol Misto (homens e mulheres) da Anel

Transporte Público

 Construir atos em defesa da meia-entrada/meia-passagem e do transporte público de qualidade;
Lutar pela ampliação do direito à meia-passagem na região metropolitana de São Luís;
Construir o I Seminário da Anel sobre transporte público: “Eu quero meu direito por inteiro”;
Lançar uma nota denunciando as entidades estudantis que vendem o nosso direito à meia-entrada em cinemas e atividades culturais;
Lutar contra a precariedade do sistema de crédito de transporte.

Executiva Estadual da Anel Maranhão

Ana Raíssa – Serviço Social UFMA
Camila Castro – Serviço Social
Hedy Muniz – Música UFMA
Fernanda Garcês – Serviço Social UFMA
Mônica Sousa – História UEMA
Bruma Leão – Letras UEMA
Valéria Ewerton – Serviço Social UFMA
Guilherme Marques – Oceanografia UFMA
Thamara Layla – Biblioteconomia UFMA
Nelson Júnior – Farmácia UFMA
Giselly Gonçalves – Serviço Social UFMA

Executiva Estadual da CSP- Conlutas
Dayana Coelho – Direito UFMA
Thamara Layla – Biblioteconomia UFMA

sexta-feira, 13 de abril de 2012