terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Transgredir o modelo de educação e mobilizar os estudantes junto com travestis e transexuais para lutar contra a transfobia


por Dayana Coelho.



O dia da visibilidade de travestis e transexuais surgiu no dia 29 de janeiro de 2004 quando ativistas transexuais participaram da primeira campanha oficial contra a transfobia. Desde então esse dia tem marcado a agenda dos movimentos LGBTS pois, para além de um dia para dar mais visibilidade a esse setor tão oprimido, é um dia também para fortalecer as lutas contra a discriminação a LGBTs.

De longe travestis e transexuais, juntamente com as mulheres lésbicas, são o principal alvo da homofobia. Isso acontece principalmente por conta do machismo. Vivemos numa sociedade que oprime as mulheres e as subjugam aos homens e aos ditames do seu Estado, onde as mulheres estão relacionadas a atividades delicadas e de cuidado e os homens a atividades fortes e de comando. Tudo que está fora dessa lógica é considerado anormal a ponto de causar repulsa e violência.

Travestis e transexuais transgridem os modelos pré-estabelecidos do que é ser homem e mulher e arriscam ser o que são. Mas muitxs pagam caro por esse risco. A discriminação impede que elxs tenham acesso a direitos básicos como educação, saúde e emprego, além de encontrarem dificuldades até para se organizarem e lutarem por seus direitos, pois muitas vezes são discriminados dentro do movimento estudantil e dos movimentos sociais.

A educação é sempre um campo delicado para travestis e transexuais. Elxs não aparecem nos livros de história e não participam da construção de um conhecimento crítico que reflita e respeite as diferenças. Hoje travestis e transexuais são quase que expulso tacitamente das escolas pelo preconceito. Travestis são hostilizados por colegas de classe, professores e diretores. Além disso, passam grande parte do ano letivo sendo chamados pelos nomes que quase sempre abominam, pois lembram de sua condição de incompatibilidade com o corpo e o mundo em que vivem.

O resultado de tanta discriminação nos espaços de ensino é a condenação desse setor aos piores empregos, que por exigirem menos qualificação, são os que pagam os piores salários e mais exploram, como os telemarketing, atendimento em fast food, salões de beleza, limpeza e serviços gerais. Por piores que sejam essas condições esses TT’s ainda têm sorte, pois a maioria acaba mesmo tendo que se submeter a prostituição para garantir seu sustento.

Muitas vezes o próprio movimento estudantil discrimina travestis e transexuais, secundarizando suas pautas e tratando sua condição como chacota e brincadeira. Nós da ANEL nos orgulhamos de desde nossa fundação tratar como prioritária a pauta da luta contra as opressões. Lutamos por uma educação pública, gratuita e de qualidade que, para nós, só se concretizará juntamente com o fim das opressões tanto nas escolas e nas universidades, como em toda a sociedade.

E para isso o primeiro passo é dar visibilidade a esse setor resgatando, por exemplo, o papel fundamental que travestis e transexuais tiveram na Revolta de Stonewall, onde foram figuras centrais na organização dos LGBTs na luta por seus direitos; além do mais, nessa mesma época, a união do movimento LGBT aos demais movimentos de setores oprimidos (negros, mulheres, ativitas dos movimentos por paz e direitos civis, etc) foi determinante para fortalecer o movimento contra opressões e para a conquista dos primeiro direitos LGBTs; além disso, é necessário dar ênfase as pautas específicas de travestis e transexuais: respeito ao que são, modificação do prenome e utilização do mesmo em escolas, universidades, cursos, hospitais, etc, garantia, pelo SUS, dos processos de transformação do corpo para adequa-los  a sua identidade de gênero, políticas de acesso a emprego, entre outras.

Diante disso, além da visibilidade a esse setor tão brutalmente oprimido, é preciso transgredir o modelo de educação e mobilizar os estudantes junto com travestis e transexuais para lutar contra a transfobia e, ainda mais, por uma sociedade livre de opressões, que respeite as diferenças e trate humanos com a dignidade que merecem. 

domingo, 9 de dezembro de 2012

POR QUE SOU CHAPA 01 NAS ELEIÇÕES PARA O DCE/UFMA?


Por Giovanny Castro da Executiva Estadual

Há pouco mais de um ano, apesar no novo ENEM consegui entrar na UFMA, cursar Geografia pra mim era um objetivo que devia ser alcançado o quanto antes, consegui com algum empenho e dedicação. Ao entrar me deparei com muita “coisa” boa, e outras nem tanto, principalmente do ponto de vista do processo ensino aprendizagem. Atendendo os objetivos básicos de uma IES, não tenho duvidas que a UFMA ainda s
eja a melhor Instituição de Ensino Superior, do Estado do Maranhão. 
Mas os problemas da ordem estrutural da universidade são notoriamente visíveis, filas intermináveis para o RU, transporte caótico e obras inacabáveis como a Residência Estudantil. Procurei então saber quem nos representava quem eram os responsáveis por levar adiante nossas reivindicações e lutar por melhorias para nós estudantes. As referencias foram de cara péssimas! Ao perguntar para um colega de curso que já estava algum período mais adiantado sobre quem eram os meus representantes na universidade (DCE) a resposta foi: Mas que DCE? Confesso que fiquei surpreso, estar dentro de uma universidade publica federal e não ter um DCE que represente a causa dos estudantes foi uma surpresa desagradável. Ora se aqui está desse jeito, imagine lá fora! ¬¬

A Greve na Educação, uma das maiores greves dos últimos anos, trouxe a tona todos os problemas que vieram em consequência do REUNI (superlotação das salas, precarização do trabalho docente, falta de verbas, etc). Esse programa do governo que expandiu as vagas na universidade, não se preocupou com a com a qualidade das mesmas IES. Preparar mão de obra para o mercado de trabalho passava a ser o principal objetivo das Universidades! 
A greve mostrou também quem lutava e reivindicava por alguma melhoria na qualidade do ensino, logo algumas “caras” eram sempre notadas nos vários atos promovidos por sindicatos e entidades que representavam interesses de estudantes, professores e técnicos dos IES também disseram NÂO às condições de trabalho impostas pelo governo Dilma. Mas quem eram essas pessoas e entidades? 

A APRUMA sindicato local dos professores da UFMA atuou diretamente no combate a precarização da Educação Publica. A ANEL entidade estudantil sempre esteve representada por estudantes com bandeiras e camisas, palavras de ordem e falas vibrantes, sempre os via em todas as atividades organizadas pela APRUMA e outros reivindicando melhorias para os estudantes, outros coletivos e alguns estudantes independentes sempre eram vistos por mim nessas atividades. 
Em período de eleições para DCE, a dúvida que fica no ar pra mim e para muitos outros estudantes é: onde estavam os estudantes que compõem outras chapas que concorrem às eleições para o DCE da UFMA durante todo esse período? Confesso que muito dos rostos que vejo hoje participando de campanha das chapas 2 e 3 nunca foram vistos em qualquer que fosse o ato, reivindicação, nota de solidariedade para com professores prejudicados (ex. professores do COLUN) nem ao menos escrever uma nota de repudio para com os diversos casos de autoritarismo e antidemocrática nessa universidade? Onde estavam durante todo esse tempo? E as entidades que constroem essas chapas, nem ao menos se pronunciar seja a favor ou contra? 
Quantas foram as plenárias chamadas por esses estudantes durante esse período? Quantos foram os debates organizados por eles? As participações em assembleia de professores? Quem organizou o Beijaço contra a Homofobia? E o ato do transporte, que levou vários estudantes até a integração, exigir que o direito pela meia passagem fosse cumprido, quem encabeçou? Fora as outras atividades!!! E a campanha financeira (rifa e pedágios) que garantiram a independência financeira e politica da mesma?
Tendo a certeza e garantia que meus direitos serão respeitados e minhas reivindicações serão ouvidas, posso ter a certeza que a #CHAPA1#NINGUÉM PODE NOS CALAR# é a que mais agrupa as reivindicações dos estudantes, que lutam pela melhoraria na educação e por uma UFMA mais democrática.



quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Semana da Consciência Negra


Por Giselly Gonçalves da Executiva Estadual

No período de 18 a 23 de novembro ocorre a semana da consciência negra e como parte desta a VII Marcha da periferia em São Luís que vem com o tema “ Contra os despejos forçados e a faxina étnica”
Este ano a marcha acontecerá em 10 estados e agitará de norte a sul  do Brasil, resgatando o sentimento de resistência e luta contra a exploração e opressão que as comunidades sofrem cotidianamente.
O ano de 2012 está sendo muito particular e revoltante para nossa sociedade. Acompanhamos vários despejos forçados, tais como @s pinheirinhos, quilombo rio dos macacos, comunidade Eugênio Pereira, Vila Cristalina, Vinhais Velho e recentemente o genocídio com a comunidade indígena Guarani-Kaiowá. Todas essas remoções mostram que o capital faz para garantir a falsa urbanização. Essa dita modernização vem pintada de vermelho cor de sangue e lágrimas de milhares de famílias que perdem seus lares e toda a sua história de vida.
Esse cenário não é uma exceção e sim o que acontece há muitos anos com milhares de famílias que sofrem com o racismo, com a exploração e opressões impelidas pelo imperialismo do capital.
O Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe e o Movimento Hip Hop Quilombo Urbano do Maranhão em unidade com a ANEL, O MML, Movimento Luta Popular em uma Frente de Ação com vários movimentos e entidades constroem juntos a  marcha  da periferia como símbolo de resistência, mostrando que a organização é necessária e que lutar é preciso.
A proposta da Marcha é politizar o dia 20 de Novembro, data que celebra o  dia em que Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, foi assassinado no ano de 1695, na Serra da Barriga, em Alagoas. Essa Marcha integra a Semana da Consciência Negra com o objetivo de mobilizar as comunidades da periferia contra os  problemas que enfrentam em seu cotidiano, como a  falta de moradia, emprego, acesso à saúde e educação de qualidade, e contra a violência que atinge principalmente a juventude negra nas periferias de todo o Brasil.
Participe desta atividade!!!
Em São Luís contamos com a seguinte programação:
Dia 20/11- Lançamento do livro Hip Hop Brasil do professor Rosenverck Estrela as 19 horas no sindicato dos bancários;
Dia 21/11- Debate as 18 horas na sala de multimídia do CCH-UFMA sobre as cotas raciais;
Dia 22/11- Debate “Contra os despejos forçados e a faxina étnica” no sindicato dos bancários a partir das 19 horas;
Dia 23/11- Marcha da Periferia- concentração as 15 horas na praça Deodoro
Participe da programação e curta no último dia o 23º festival de Hip Hop a partir das 19 horas na Lagoa Amarela( Reviver).
Fortaleça essa luta, resista... Ser Negro é ser Guerreiro!
Resista e não deixe a história de Dandara e Zumbi e várias outras Dandaras serem apagadas!
O quilombo vive!!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

2 anos do assassinato do quilombola Flaviano


por Thamara Layla da ANEL.
No último dia 30 completou-se 2 anos do assassinato do quilombola Flaviano Pinto Neto, que era Presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Povoado Charco, Município de São Vicente Ferrer – MA, ele foi executado com 7 tiros na cabeça, com uma pistola calibre 380.
A execução de Flaviano foi uma morte anunciada, tendo em vista que as ameaças que sofria já haviam sido denunciadas diversas vezes pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) ao INCRA, ITERMA, órgãos de segurança pública e de Justiça do Maranhão, no decorrer do ano de 2010. Porém, naquele momento nada foi feito para que se evitasse a execução brutal do companheiro. 
A comunidade do Charco luta pela demarcação de suas terras, com base no Artigo 31 do Estatuto da Igualdade Racial que trata da garantia de titulação de terras de remanescentes Quilombolas. No Charco são aproximadamente 70 famílias que vivem naquelas terras ha mais de 60 anos. Naquele ano, os conflitos encontravam-se na sua maior efervescência, tendo como algoz o fazendeiro Gentil Braga que é proprietário de extensas áreas na região da baixada Maranhense.
Para nós da Assembleia Nacional de Estudantes Livre, a exemplo de Flaviano, todas as lideranças que estão juradas de morte no Maranhão, são vítimas de uma política racista e pró-latifundio que atualmente reflete as alianças dos governos com os grandes latifundiários e o agronegócio no estado.


Sem muitas delongas, nos últimos dias o Brasil acompanha chocado o drama dos indígenas Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul. Eles lutam desde 1988 pela demarcação de suas terras. Hoje segundo Ládio Veron liderança dos Gurani-Kaiowá, são mais de 55 mil indígenas no Mato Grosso do Sul com menos de 1% das terras do nosso território, que ainda assim com o consentimento do Governo Federal estão sendo expulsos dessa porcentagem que lhes restou. 
Os Guarani-Kaiowá estão enfrentando uma situação muito difícil, estão sendo encurralados, ameaçados pelos pistoleiros contratados pelos latifundiários. No dia 24, uma Kaiowá-Guarani foi violentada por pistoleiros e esse tipo de violência tem se tornado cada vez mais constante. Os indígenas precisariam apenas de uma intervenção de Dilma para que suas terras sejam imediatamente demarcadas, há dados que mais de 270 lideranças indígenas foram assassinadas nos últimos 10 anos, quase o dobro que dos últimos 20 anos.
Na terça-feira, dia  30, a Desembargadora do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (São Paulo e Mato Grosso do Sul) suspendeu o agravo de instrumento que determinava a retirada da comunidade Pyelito Kue da etnia Guarani-Kaiowá da fazenda que ocupam. Esta decisão adia a saída dos indígenas até que seja finalizado o processo da demarcação das reservas indígenas. Ainda assim temos uma tarefa árdua pela frente, de continuar denunciando os Governos de Plantão que são coniventes com o extermínio dos indígenas, quilombolas e da juventude negra desse país!
Solidarizamos-nos com a família do companheiro Flaviano, com a Comunidade do Charco, com os Guarani-Kaiowá, com as famílias do Pinheirinho, Quilombo Rio dos Macacos, Comunidade Eugênio Pereira, Vinhais Velho, Vila Cristalina e tantos outros que estão sendo vítimas dos despejos forçados a mando do capital! Nesse sentido impulsionaremos a construção da 7° Marcha da Periferia que acontecerá aqui em São Luís no dia 23 de Novembro e terá como tema: “Contra os despejos forçados e a faxina étnica”. PARTICIPE!!
Viva a Luta do povo negro, viva a luta dos indígenas, viva a luta dos quilombolas!

sábado, 10 de novembro de 2012

Nota: Repudiamos as atitudes dos interventores do reitor no COLUN


Por Giovanny Castro e Clemilson Totti da   ANEL


Durante o período em que estivemos lutando em uma das maiores greves da educação neste país, muitos foram os casos de autoritarismo e desrespeito por parte do atual reitor Natalino Salgado para com @s professores em greve e @s estudantes da UFMA, o desrespeito começa desde a negação do reitor em sequer receber os professores em greve para uma reunião, afim de que se fossem discutidos e negociados  a pauta local e ouvidos suas reivindicações até a intransigência e o processo antidemocrático no modo como este tratou a greve.

O ato que mais reflete as atitudes autoritárias do reitor, durante esse período de greve na educação foi sem dúvidas a intervenção direta á direção do Colégio Universitário (COLUN) o colégio de aplicação da UFMA, onde a até então direção eleita democraticamente foi destituída dos seus ofícios (o COLUN é uma das poucas escolas do Maranhão onde seus alunos tem direito ao voto direto para escolher seus diretores), o reitor Natalino Salgado colocou então um interventor - uma marionete sua, para assumir a direção da escola com intuito de conter um dos principais espaços de resistência encontrado pela administração superior.


Um ato onde ficou claro a sua total imposição e o desrespeito para com estudantes e professores!

Entendemos que essa atitude merece total repúdio de nós da ANEL que estávamos lado a lado com estes professores nas atividades grevistas, assim também como pelos professores do próprio COLUN e da  APRUMA-SS.

Já não bastava o caso de intervenção à diretoria do COLUN durante o período de greve, na ultima quarta-feira, dia 7 de novembro, o atual Interventor cometeu um ato de total arbitrariedade quando retirou a Disciplina de Sociologia da grade curricular dos alunos do 3º Ano do Ensino Médio do Colégio Universitário. Numa clara atitude de desrespeito, pois sem comunicar o professor, a direção passou nas salas de aula dizendo que a disciplina de Sociologia não mais seria ministrada, deixando os alunos surpresos! Impondo um constrangimento para o professor e uma situação embaraçosa no ambiente da escola, repercutindo nas salas e corredores.

 Por que a disciplina Sociologia foi a vítima desse ato?

O Professor de Sociologia do COLUN, Bartolomeu Mendonça é o atual Diretor Administrativo Financeiro da APRUMA-SS e membro ativo do Comando Local de Greve e esteve à frente das atividades locais durante uma das maiores greves da educação deste país. Coincidência?

A atitude do interventor desrespeitou uma luta dxs profissionais de Sociologia que depois de muito lutarem tiveram garantidos em todo território nacional a Obrigatoriedade da Sociologia e da Filosofia em todas as séries do Ensino Médio. 

Os PCN’s são baseados nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM), Parecer 15/98 do Conselho Nacional de Educação, considera que tanto Sociologia quanto Filosofia assim como Geografia e História são ciências que constituem a área de Ciências Humanas, e que são disciplinas obrigatórias nos currículos do ensino médio determinado pela Lei 11.684 de junho de 2008, lei que alterou o art.36 da Lei n 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

Art. 1o O art. 36 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 36. .....................................................................

IV – serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as séries do ensino médio.


Sendo assim podemos considerar que o golpe proporcionado pelo interventor está indo antes de tudo de encontro à lei.

Como numa situação de regime de exceção a atual reitoria manda e desmanda na Universidade Federal do Maranhão sem respeito aos princípios fundamentais da democracia e da ética, num claro desrespeito aos estudantes e trabalhadores desta universidade.

Assim como no regime militar, a reitoria usa da arbitrariedade e do autoritarismo para impor de cima determinações à comunidade acadêmica sem discussões com a mesma. Fica claro o que está acontecendo no COLUN é parte de uma política autoritária da reitoria que usa do poder para coagir seus opositores e impor sua vontade.

Nós da ANEL Maranhão viemos através desta nota prestar nosso total apoio e solidariedade para com o Professor Bartolomeu que foi mais uma vítima do autoritarismo do déspota Natalino Salgado, e deixar claro a nossa posição de indignação diante de mais esse absurdo provocado pelo Interventor, que não passa de mais uma marionete na mão do reitor!

Exigimos também respeito para com o profissional professor que foi duramente exposto ao ridículo e desrespeitado gratuitamente.

Colocamo-nos a disposição para nos fazer presente na luta de todos os professores do COLUN contra essa reitoria ditadora e antidemocrática. É preciso defender a democracia dentro da UFMA, é preciso defender as eleições diretas para o COLUN e exigir a retomada da disciplina de Sociologia na 3ª série do ensino médio que é garantida por lei. 


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

VII Assembleia Estadual da ANEL

Por Giovanny Castro
 da Executiva Estadual.

No dia 27/10 (sábado) aconteceu a VII assembleia estadual da ANEL no sindicato dos bancários para discutirmos a Universidade & Sociedade.
Com mesas sobre “Greve & Educação” e “Os 400 anos e criminalização dos movimentos sociais” tivemos a oportunidade de debater a conjuntura nacional e local.
 Na mesa que tratou da Greve na Educação fizemos o resgate de todo processo de uma das maiores greves da educação do nosso país, que contou com o representante discente da UFMA e do Colégio Universitário,que trouxe elementos necessários no que diz respeito as reivindicações dos professores e suas conquistas, enquanto que o representante local do CNGE,  Giovanny Castro, estudante de geografia e frisou a importância da reorganização do movimento estudantil, e do Comando Nacional de Greve Estudantil e o papel que a ANEL cumpriu e vem cumprindo enquanto uma entidade que aglutina @s estudantes nacionalmente e que preza pela democracia de base, independência política e financeira e a união estudantil com @s trabalhadores bem como o CNGE funcionava.
Na Mesa que debateu os 400 anos de São Luis e a criminalização dos Movimentos Sociais, com a participação do Sr Gilberto  morador do Vinhais Velho, bairro da capital maranhense que sofre diretamente com a investida de grandes empresários que a todo preço querem passar por cima do bairro mais antigo de São Luis, com obras que não interessam a população, servem apenas para seus próprios interesses.
Nos Grupos de discussão foram feitos diversos encaminhamentos que foram votados em plenária final, fortalecendo assim e renovando as lutas da ANEL Maranhão.
Tivemos alguns encaminhamentos, tais como Lutar pela melhoria e ampliação do RU: propostas de melhorias na alimentação fornecida pelo R.U, funcionamento durante as férias;  Debater sobre a segurança nos campi, lutar por mais iluminação, reivindicar a promoção de concursos públicos para guardas de ambos os sexos, contra a intervenção da polícia militar dentro do campi; Construir a marcha da periferia, participando de seus debates e atividades;   Construir um ato junto a outras entidades em favor dos guarani-kaiowá e das comunidades tradicionais no dia 09 de novembro como parte das atividades nacionais, dentre outros.
Na ocasião ainda, a nossa executiva estadual da ANEL foi construída, contando com:

Micael (Estudante do curso de Música-UFMA)
Ana Raíssa (Estudante do curso de Serviço Social-UFMA)
Giselly Gonçalves (Estudante do curso de Serviço Social-UFMA)
Gabriel Felipe (Estudante do curso de Medicina-UFMA)
Giovanny Castro (Estudante do curso de Geografia-UFMA)
Mariana Durans (Estudante do curso de Pedagogia-UFMA)
Talita Setúbal (Estudante do curso de Serviço Social-UFMA)
Cláudia Rodrigues (Estudante do curso de Filosofia-UFMA)
Cássio Cardoso (Estudante do curso de Geografia-UFMA)



A ANEL funciona a partir de seus espaços que são construídos democraticamente por tod@s, portanto você que simpatiza conosco e reconhece a importância do movimento estudantil, venha somar forças conosco, trazer sua idéias e deixar a ANEL cada vez mais a sua cara. Participe de nossos espaços e fóruns.
Venha ser também um estudante livre da Assembleia Nacional!!
Participe da VII Assembleia Nacional da ANEL que acontecerá nos dias 16,17 e 18 de novembro na UFAL/Maceió. Converse com @ militante da ANEL mais próximo de você e saiba como se eleger como delegado de seu curso pra participar deste fórum de discussão e construção nacional!!!





domingo, 14 de outubro de 2012

Independência Financeira da ANEL

                                                                                             Por Ana Raíssa
                                                                       Executiva Estadual da ANEL




Estamos reafirmando o nosso caráter de luta em nossa construção diária! Nós, militantes da ANEL, acreditamos que a independência política - que nos possibilita enfrentar e questionar governos, reitorias, empresários e quem ou o que quer que seja - só existe, de fato, com muita independência financeira. Por isso nossas atividades, e o material que utilizamos são financiados com dinheiro arrecadado pela gente, de diversas formas : venda de material personalizado (camisas, chaveiros, cartilhas, carteirinha, marcador de página... ), pedágios, rifas, bingos, ofícios à sindicatos, e etc.



Neste domingo, realizamos um pedágio no bairro do Turu, pedimos o auxílio financeiro aos motoristas para que possamos viajar à Maceió, onde será realizada a VII Assembleia Nacional da ANEL, nos dias 17 e 18 de novembro.  Pacientemente, passamos uma manhã nesta atividade... dialogando com as pessoas, e arrecadando o dinheiro. Após 3 horas de pedágio, somamos R$ 290,00 . E assim seguimos em  nossa contínua jornada, sendo um movimento estudantil renovado, atuante e independente.
Nos dias 30 e 31 de maio e 1 e 2 de junho de 2013 acontecerá o nosso II Congresso Nacional e nossa tarefa de manter a mesma independência continua desde já. Faremos um esforço gigantesco para que esse Congresso seja um marco no Movimento Estudantil e que exista uma diferença muito grande em relação ao Congresso da UNE (CONUNE) que mais uma vez irá reforçar seu apoio ao governo Dilma e suas políticas educacionais, pois estão presos e dependentes política e financeiramente.
Convidamos você estudante livre, que esteve na maior greve da história da educação a se somar na construção desse congresso.