terça-feira, 8 de abril de 2014

Nota de apoio aos estudantes da UFMA em Imperatriz


A Universidade Federal do Maranhão – UFMA, assim como as demais universidades brasileiras, passaram por um inúmero processo de expansão, especialmente depois que o REUNI, Programa de Reestruturação das Universidades Federais foi implementado. Hoje a UFMA conta já com campus em oito cidades . Em Imperatriz, onde já existem dois campi, um no Centro e outro no bairro Bom Jesus, além de Bacabal, Codó, Grajaú, Chapadinha, São Bernardo, Pinheiro e o mais recente criado em Balsas.

Enfrentamos um grande processo de lutas e mobilizações nas universidades por todo o Brasil para impedir que o REUNI fosse implementado, considerando a forma em que o projeto era colocado o que nos levava a concluir que se  tratava nada menos de que uma politica consciente do governo federal de precarizar ainda mais o ensino superior e suas respectivas universidades publicas. Não sem razão, hoje podemos ver as consequências deste projeto.

Um pouco sobre o REUNI
Esse programa foi aprovado em 2007 que previa a ampliação do ensino superior. No entanto, sequer o decreto deixava claro que as condições para que essa expansão de fato ocorresse fosse feito de maneira a proporcionar a melhor qualidade no ensino. Pelo contrário, o que se pode constatar ao longo dos anos foi o um verdadeiro crescimento e inchaço das universidades  sem condições de manter os estudantes que adentraram com estruturas suficientemente boas para atendê-los.
Este mês fazem 7 anos que o REUNI foi aprovado, e suas consequências dentro das universidades ainda são visíveis, e seus inúmeros problemas também.

A UFMA e a Expansão
Não diferente do resto do Brasil, a UFMA se expandiu de forma completamente irresponsável, onde todos dos campi iniciaram suas aulas sem que a estrutura do campus estivesse totalmente preparada e equipada para receber os cursos professores e docentes. Todos os campi da UFMA iniciaram suas atividades apenas com salas de aula minimamente, já que o REUNI tratava da ampliação de vagas e cursos. Onde foi pensada a assistência estudantil, casa de estudante, restaurante, assistência financeira, creche, transporte, na instalação dos campi da UFMA? Os laboratórios necessários no campus, onde foram pensados? O quadro e o corpo docente de cada campus foram pensados?
A repostas a essas perguntas é apenas uma negativa carregada de certeza. Após todo esse tempo é que alguns dos campi estão concluindo as obras do Restaurante universitário, alguns sequer têm casa para estudantes, muito menos creches. E se fizermos um levantamento veremos que tem estudante já próximo de concluir o curso que em nenhum momento pisou no laboratório.
Essa é a politica de expansão para as universidades. Fazer do ensino superior uma mera fábrica de diplomas e oferecer um ensino sem qualidade aos seus estudantes.



A luta no campus de Imperatriz
A realidade no campus de Imperatriz hoje não é muito diferente dos demais campi da UFMA. Falta muito pra se chegar a uma universidade de qualidade expansiva. Os estudantes deste Campus têm enfrentado grandes dificuldades para permaneceram na UFMA, dando continuidade no curso.
Na manhã desta segunda-feira, os estudantes montaram acampamento em dentro do campus Bom Jesus, os estudantes ocuparam o campus Bom Jesus para reivindicar seus direitos à assistência, educação, contratação de professores, restaurante universitário com valor acessível, casa de estudante no campus, internet de qualidade, transporte. Nada além daquilo que a universidade tenha por obrigação garantir e, no entanto, foge perante sua responsabilidade.
Nós da Assembleia Nacional de Estudantes Livres - ANEL, que desde sempre denunciamos a irresponsabilidade da Reitoria da UFMA na aplicação dessas políticas de expansão acompanhada de falta de estrutura e condições para garantir uma educação pública gratuita e de qualidade, e que na verdade tenta de forma impositiva, sem nenhum meio de ouvir a comunidade acadêmica sobre os possíveis impactos que podem resultar suas ações, queremos prestar toda nossa solidariedade aos estudantes e Imperatriz que ocupam o campus do Bom Jesus, e nos colocando sempre à disposição para estar nas lutas em defesa de uma UFMA e de uma educação pública que represente e responda de fato os anseios de seus estudantes, professores e servidores. Denunciamos ainda o completo autoritarismo com o qual o reitor Natalino Salgado se utiliza nessa universidade não dialogando com os estudantes.



#Nas ruas somos sonhos e lutas. O Futuro é agora!


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Nota de Apoio da ANEL à greve dos Garis de São Luis

Por Inaiara Brito e Neylson Oliveira, da Executiva Estadual da ANEL - MA



As duas últimas semanas em São Luís foram impulsionadas com o início da greve de diversas categorias da classe trabalhadora: bombeiros, policiais militares e os trabalhadores do transporte rodoviário, que reduziram o horário de circulação dos ônibus da capital, tirando-os de circulação entre 16:00 e 18:00 hs. A meia noite desta quarta – feira, dia 02 de março foi deliberada a greve dos Garis que , assim como as demais categorias, reivindicam melhorias no trabalho.
No estado do Maranhão as condições dos trabalhadores é sem dúvida a mais precarizada possível, e não há nenhuma perspectiva do governo do estado em favorecer e possibilitar melhores condições de vida aos trabalhadores e trabalhadoras do estado. São mais de meio século de exploração por meio da oligarquia de Sarney e toda sua corja. Verdadeiros parasitas do povo maranhense, sugando e se apropriando de tudo aquilo que é produzido no estado e em troca oferecem péssimos serviços de saúde, de transporte, em educação, repressão e criminalização nas periferias das cidades, contribuindo com o extermínio da juventude negra maranhense.
O prefeito Edvaldo Holanda Júnior (PTC), desde o início da campanha veio com um discurso de um novo jeito de fazer política, porém que assumiu a prefeitura apenas deu continuidade àquelas politicas implantadas pelo prefeito anterior do PSDB e pelo PCdoB, confirmando a ideia de que esse novo jeito era na verdade, mais do mesmo, principalmente quando ele destina milhões para as empresas de  transporte da capital. Nenhuma dessas politicas implementadas pela prefeitura melhorou a vida dos ludovicenses. E a população ainda amarga os desmandos e a não prioridade nos serviços básicos, e a coleta de lixo, continua a serviço de uma empresa privada.
Esse desrespeito com os trabalhadores de todas as categorias é consequência do avanço da terceirização do serviço público. Durante os três últimos governos (tanto os governos federais, estaduais e municipais), a terceirização aumentou consideravelmente e atrelada a ela, uma gama de fatores que prejudicam única e exclusivamente aos trabalhadores. A terceirização dos transportes, da saúde, da educação são exemplos disso. No que diz respeito aos garis, considerando os fatores expostos acima, como jornada de trabalho extensa, salário que não chega ao piso mínimo, condições de trabalho inviáveis, é notório o quanto esta categoria é além de invisibilizada, precarizada.

Garis em Greve!

Os garis de São Luís têm como pauta de reivindicação o reajuste salarial com o aumento de 23%, que passariam de R$ 719,98 para R$ 885,57 e do tíquete-alimentação de R$ 290 para R$ 450.  Os serviços de limpeza pública são terceirizados pela empresa São Luís Ambiental, que apresentou como contraproposta o reajuste de apenas 4% para o salário e R$ 310 para o tíquete.
A jornada de trabalho dos Garis tem uma carga horária de 12 horas. O que levou o presidente do Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Maranhão (SEEACMA) - Honésio Máximo da Silva, a se pronunciar sobre isso:

[...]consideramos como exploração, trabalho escravo. E chamamos a direção da empresa e do prefeito de São Luís para fazer parte dessa negociação da categoria que é justa. Não podemos admitir essa situação. Os profissionais que atuam nesse cenário merecem mais respeito e melhores condições para a qualidade de vida no trabalho. A gente pede que a sociedade entenda esse momento e possa ser solidária aos trabalhadores da limpeza pública. O nosso movimento é justo e por tempo indeterminado.

Os garis do Rio de Janeiro cruzaram os braços durante o carnaval para chamar a atenção da prefeitura na luta por seus direitos. Ninguém poderia imaginar até então que um episódio como este poderia acontecer, isso em pleno carnaval! Os garis não só pararam suas atividades como conseguiram arrancar uma vitória a contragosto da prefeitura do Rio. Este é um exemplo de que quando a classe trabalhadora se junta e se organiza, seus opressores e exploradores tremem, pois nada pode se comparar ao poder e determinação daqueles que constroem e estruturam a sociedade através do seu trabalho.
Além disso os Garis no Rio mostraram o caminho e serviram de exemplo para sua categoria por todo o país, os incentivando a se organizarem e ir  à luta, e esse exemplo foi seguido pelos garis de Recife e agora por São Luís. Agora é a hora dos Garis varrerem todo o lixo que o governos, municipal e estadual deixaram/deixam na vida dos trabalhadores, impondo à eles uma vida de trabalho precária e exploratória.
A luta dos garis de São Luís, também é uma luta de toda a população, pois conseguindo melhorias para a categoria, os serviços prestados consequentemente se tornarão mais eficazes. Além disso, acreditamos que para termos uma mudança efetiva e concreta na sociedade, a juventude precisa se aliar aos trabalhadores das inúmeras categorias, mostrando sua força. Por isso, a ANEL apoia e se solidariza com a luta dos(as) garis, mobilizando os estudantes e demais trabalhadores para somar força nesta luta.

Gari, escuta: sua luta é nossa luta!!!



quarta-feira, 2 de abril de 2014

Nota da Anel em Apoio aos Bombeiros e Policias em Greve

Por Neylson Oliveira, da Executiva Estadual da ANEL e do CAFIL


O ano 2014 já se iniciou com exemplos bem claros para nós do quanto à luta e mobilização dos trabalhadores é importante.  Do início do ano pra cá, categorias demonstraram isso de uma forma exitosa, deixando claro que não há outra forma de que se alcancem melhorias para os trabalhadores, senão por meio da luta.

Foram os garis do Rio nosso maior exemplo para hoje. Uma categoria majoritariamente negra, e fortemente explorada e oprimida principalmente no que se refere ao seu próprio trabalho. Também foram os metroviários de Porto alegre, os trabalhadores da COMPERJ-RJ, e os Garis agora em recife que nos dão essa certeza de que é preciso lutar e de que é possível vencer.



No Maranhão, desde a quarta-feira (26/03) foi deflagrado greve da Policia Militar do Maranhão e desde então, uma serie de mobilizações em toda a categoria vem acontecendo. Inicialmente os policiais estão acampados no pátio da Câmara Municipal de são Luís. Eles reivindicam cumprimentos dos acordos feitos em 2011, reajuste salarial, melhores condições de trabalho, pelo fim da lei do cão.

Durante todo o processo em que os movimentos sociais foram pras ruas, inclusive nós, os PM’s estavam no lado oposto ao nosso, e por vezes foi impossível o enfrentamento, e a repressão em alguns casos foi bastante intensificada. Essa situação gera certa diversidade de opiniões e que por vezes alguns militantes tendem a condenar e não apoiar os policiais nesse momento. Precisamos ressaltar que temos um laço de aproximação com a PM e esse laço é justamente o laço da nossa classe, da classe trabalhadora. E é por este motivo que destacamos a importância que esse movimento de greve tem e o quanto esse movimento é progressivo, pois trouxe à tona a necessidade de organização inclusive dos policiais militares, quando começaram a perceber que tinham um trabalho totalmente precarizado, condições de trabalho completamente exploratória, e desvalorização total de sua categoria e decidiram estar juntos para lutar contra isso.



A ANEL presta todo seu apoio e solidariedade aos policiais militares, sabendo da importância de estar junto das inúmeras categorias da classe trabalhadora, sempre que ela se levanta para questionar seu opressor, no entanto, precisamos enfatizar que é necessário um amplo defesa da desmilitarização da PM que ainda hoje tem suas bases nos primórdios da ditadura militar, e que precisamos romper com essa estrutura que não serve  mais, senão para continuar oprimindo e exterminando o povo pobre, sobretudo os negros da periferia.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

XVIII Congresso de Estudantes da UFMA (CEUFMA) prepara as lutas estudantis para 2014!



Por Micael Carvalho 
da Executiva Nacional da Anel
 e do DCE da UFMA

Depois de mais de dois anos sem um fórum máximo de debates e deliberações do corpo discente da Universidade Federal do Maranhão, ocorreu o XVIII Congresso de Estudantes da UFMA – CEUFMA. Foram três dias de muito debate, grupo de discussões, troca de experiência e muita disposição para preparar os estudantes para um ano que promete ser muito maior.


Depois das jornadas de junho, lutar pela UFMA que queremos!


O ano de 2013 foi um ano muito diferente dos demais, pela sua importância para o país e o conjunto dos movimentos sociais. Tudo que parecia impossível se tornou inevitável. A juventude (protagonista das mobilizações que balançaram o Brasil) tomou as ruas exigindo o fim da corrupção, melhorias na saúde, transporte, segurança pública, educação, e um longo etc.
As ruas brasileiras serviram de aporte para as bandeiras e lutas dos povos de todo mundo, colocaram no mesmo passo a luta internacional da Síria, Egito, Quebec, Chile, as mobilizações espanholas, gregas, italianas e da resistência do povo do Haiti.
As grandes mobilizações iniciadas em junho nas grandes cidades do país se expandiram para os demais estados e cidades muito rápido. No Maranhão a juventude que outrora mostrava suas insatisfações com a política do Estado dominado a quase meio século pela oligarquia perversa da família Sarney nas redes sociais, começaram a ocupar as praças e ruas exigindo a derrubada da Oligarquia expressada na famosa hastag #ForaSarney.
Nessas mobilizações, os jovens foram à linha de frente. Desde a ocupação da reitoria da UFMA em maio deste ano, passando pelas jornadas de junho, as duas greves históricas (11 de Julho e 30 de Agosto), a ocupação da Câmara Municipal de Vereadores de São Luís até a luta por moradia na UFMA. Em todas essas mobilizações a organização estudantil foi parte fundamental no processo de conquistas, mostrando que de fato é preciso lutar, e que a mobilização e ação direta é o caminho para a conquista concreta do movimento.
Finalizar o ano com um vitorioso congresso de estudantes da UFMA é parte fundamental do processo de reorganização e preparação dos inúmeros estudantes que acreditam na importância do movimento estudantil como ferramenta de luta para combater todos os ataques à juventude, a retirada de direitos mínimos aos estudantes. 

Uma UFMA de Negras e Negros!
 Apesar de todos os debates que acontecerão em torno do combate ao racismo e depois de uma vitoriosa Marcha da Periferia realizada no mês de novembro onde a Anel e o DCE da UFMA estiveram construindo, setores reacionários e pós-modernos do movimento estudantil tentaram excluir a Secretaria de Negros e Negras. Um grande erro!
Entretanto a disposição do plenário e o debate acalourado que foi gerado colocou, uma forte pressão sobre a importância de retomar essa secretaria para fortalecer as lutas de combate ao racismo, como também para trazer o movimento negro para dentro da UFMA. Temos que pintar desde já a UFMA de negro e em 2014 não arredaremos o pé do combate às opressões, principalmente no tema da luta contra o racismo.

Prepara que “Amanhã vai ser Maior!” 
Depois das jornadas de junho de 2013, tudo ficou diferente. Pequenas mobilizações se tornaram importantes, agora acontecem mobilizações, seja da luta dos jovens, dos trabalhadores, dos movimentos por moradia e da luta contra toda forma de opressão, tudo se tornou muito maior.
O CEUFMA votou importantes resoluções que refletiram as recentes lutas estudantis em todos os campi e que a ANEL esteve apoiando ativamente. As lutas em 2014, ao que tudo indica, passarão por dentro do movimento estudantil organizando e precisarão de um instrumento que seja de fato um apoio para as lutas estudantis. O ano que vem será o ano da Copa (da injustiça, das remoções, da corrupção), e desde já a ANEL acredita que os junhos que virão para a juventude precisam de uma organização que esteja a altura dos desafios. Os ataques já começaram, a repressão está se intensificando cada vez mais, os movimentos sociais estão cada vez mais perseguidos e criminalizados pelos governos. Mas esses ataques não serão motivos para nos calarmos diante de tanta injustiça social. Desde já convidamos a todxs xs estudantes para a construção da VIII Assembleia Nacional da ANEL que ocorrerá dia 21 de março em São Paulo – SP.
A UNE, a velha e burocratizada entidade do movimento estudantil brasileiro não esteve a altura das lutas nesse ano e mostra que em 2014 já escolheu seu lado: ser voluntária na Copa do Mundo! Na contramão disso, a Anel que seguir repudiando a Copa, pois falta educação e saúde para os jovens e trabalhadores brasileiros e isso às ruas estão expressando. Achamos que os lugares dos lutadores que se encontram dentro da entidade que freia as lutas estudantis é estar conosco nas lutas e também dentro da Anel.
Queremos reafirmar nossas lutas unitárias dentro das universidades brasileiras e também nas próximas eleições do DCE da UFMA. Somente assim, através de um programa comum expresso em uma chapa unitária, podemos derrotar a direita e a reitoria de vez, pois apesar de se organizarem para o Congresso, mais uma vez provamos que na UFMA não deve ter espaço para setores reacionários e governistas.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Todo apoio a luta dos estudantes da UFMA em Bacabal

A luta por Assistência estudantil explode por todo o Brasil e vislumbram alguns avanços.
Infelizmente ao longo de 5 anos de implementação do REUNI é essa a situação que as universidades brasileiras se encontram. Sempre frisamos que expansão de verdade deveria ser acompanhada de qualidade e por isso lutamos para que esse programa não fosse implantado nas IES, já sabendo de suas consequências e possíveis prejuízos não só aos estudantes mas à qualidade do ensino que seria então oferecida.

Durante esses cinco anos pós REUNI o que não faltou foi atitudes que expressavam a insatisfação de representantes discentes, docentes e de servidores das universidades.
A pauta da assistência esteve presente em praticamente todas as mobilizações aqui no Maranhão, pois a universidade ao aderir ao REUNI iniciou um processo de interiorização criando campus em algumas cidades no interior do estado, contando hoje com sete campi

Essa é a imagem de como a UFMA cresceu. De fato temos uma universidade grande, mas vale se questionar como está a universidade no que se refere à qualidade no ensino e no atendimento aos estudantes. A resposta é clara e simples. A UFMA hoje não oferece nenhuma qualidade aos seus estudantes, que têm que conviver com uma super lotação em um restaurante que não é suficiente para atender todos os estudantes, bibliotecas precarizadas, ônibus com frota completamente insuficiente, falta de professores, e dentre outros problemas. Isso não só no campus de São Luis, como nos campi do interior, e que nestes a situação é bem mais complicada, e um nível de precarização bem maior, pois muitos sequer têm restaurantes, sequer tem transporte, casa de estudante, ou seja, todas as condições necessárias para que o estudante não só entre na universidade, mas permaneça. Para que isso aconteça é necessário investir assistência estudantil.
É necessário ainda responsabilizar a administração da universidade por fazer a instituição se expandir sem ter a preocupação em oferecer qualidade para seus estudantes, que hoje convivem com inúmeros problemas.
Um caminho foi mostrado recentemente pelos estudantes do campus Bacanga, que fizeram uma grande mobilização, sacudiram a UFMA e a cidade em busca de conquistar uma casa de estudante no campus, obtendo então grande vitória. Isso mostra qual o caminho os estudantes encontram para conseguir seus direitos dentro da UFMA, frente á uma reitoria autoritária, antidemocrática, que não quer dialogar com os estudantes.


Segue em curso um processo de luta dos estudantes do campus Bacabal, exigindo assistência estudantil de verdade, casa de estudantes no campus, restaurante, que a lanchonete seja entregue, e professores, e nós da Assembléia Nacional de Estudantes Livres – ANEL viemos prestar nossa solidariedade, nosso apoio, por acreditar que somente a organização dos estudantes de forma independente, se dispondo se necessário a enfrentar a reitoria e exigir que ela ofereça uma educação de qualidade, uma educação sem catracas, que não ofereça nenhum obstáculo para seus estudantes.

Avante camaradas, força na luta!! Construir uma UFMA diferente, depende de cada um de nós!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Todo apoio a luta por residência estudantil na UFMA

Por Micael Carvalho - Executiva Estadual da ANEL - MA

Nesta terça-feira, dia 26 de novembro, moradores das casas de estudante da UFMA iniciaram  um processo de ocupação da atual Pró-Reitoria de Assistência Estudantil.

Em protesto contra as manobras e desmandos praticados por parte da administração superior da Universidade Federal do Maranhão, o estudante do Curso de Ciências Sociais se dispôs a se acorrentar no portão principal do local e fazer greve de fome até que os representantes das casas de estudante sejam recebidos pela reitoria numa reunião a fim de reaver o investimento que antes foi destinado pelo governo federal via ementa parlamentar para a construção da casa dentro do Campus do bacanga.



A casa de estudante é uma história longa na UFMA. Desde 2005 as obras foram iniciadas, sendo que na ocupação de 2007, estava na pauta de reivindicações a construção e entrega da Casa dentro do Campus da UFMA. Não sendo diferente também na última ocupação de reitoria no mês de maio de 2013.

Depois de intensas mobilizações para a entrega imediata  da casa de estudante, a Universidade manobra a finalidade da construção da obra, transformando-a em Pró-Reitoria de Assistência Estudantil, que foi anunciada no site oficial da UFMA na última segunda-feira (dia 25/11). Segundo a nota, a Pró-Reitoria foi criada para atender as necessidades estudantis dos alunos como: atendimento psicológico, gestão de programas, divisão de ações afirmativas, gestão de projetos, dentre outras atividades.
Sabemos bem a realidade que passa @s estudantes das Universidades Públicas no Brasil. As políticas de Assistência Estudantil não atendem a demanda necessária para o inchaço das universidades, fruto da política irresponsável do Governo Federal quando criou o REUNI e as Reitorias aprovaram  goela a baixo nas respectivas universidades. A criação de uma pró-reitoria não significa nada, se as ações mínimas para garantir a permanência d@ alun@ durante seus estudos não forem garantidas de fato.

A atual administração superior da UFMA já é marcada como uma gestão autoritária e intransigente. As falsas informações alardeadas por essa administração demonstram o quanto que ela se preocupa com os dados, números e estatísticas, esquecendo-se da qualidade da graduação. Por diversas vezes já anunciou a ampliação do Restaurante Universitário, mas até hoje as filas continuam aumentando.



Fazemos um chamado a todos @s estudantes para se incorporar nas lutas em defesa da assistência estudantil de verdade, com qualidade. Queremos casa de estudante em todos os campi das Universidades.

Lutamos por melhorias nessa política tão importante para a formação acadêmico-profissional. Durante a greve nacional da educação em 2012, fomos às ruas junto com estudantes de outras universidades do Brasil reivindicar mais investimentos na área e aumento no valor das bolsas, pois entendemos que a defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade perpassa a efetivação de políticas que garantam a permanência d@ estudante na vida acadêmica. Queremos mais investimentos na educação, exigimos 10% do PIB para a Educação pública JÁ e que o investimento no PNAES seja de 2 bilhões, com reajustes das bolsas para um salário mínimo e sem contrapartida!

“Eu quero uma Casa no Campus, JÁ!”
“Assistência Estudantil de Verdade não é Caridade!”

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Dia 25 de Novembro: seguir na luta contra a violência à mulher!

Por Ana Raíssa e Anne Rodrigues, da Executiva Estadual da ANEL - MA

O dia 25 novembro é marcado como o dia internacional de luta pelo fim da violência contra as mulheres. Nós, estudantes livre da ANEL, temos como uma das principais bandeiras,  a luta contra as opressões: machismo, racismo, homofobia... Opressões essas que limitam as pessoas de viverem em plana liberdade, e exercendo o direito de ser quem elas são e com todos os seus direitos resguardados.
     Sabemos que todos os dias, milhares de mulheres são violentadas em nosso país. Seja por meio de violência física, psicológica, estupros, assédios sexuais e outros, entendemos que o machismo, ideologia ainda bastante presente nas relações sociais, é o principal motivo de tanta violência, que muita vezes é apoiada pela imagem que se vende na mídia da mulher, enquanto mercadoria, troféu.


Recentemente, vimos meninas que tiveram vídeos onde aparecem em relações sexuais expostos e viralizados na internet. O julgo da sociedade trouxe um verdadeiro pesadelo na vida das meninas, a “culpabilização” das vítimas ainda é o mais comum nesses casos, o que explicitam a sociedade machista que vivemos. A opressão que a mulher sofre se exterioriza nos casos de mortes e nos corpos das mulheres, com marcas e principalmente afetando o seu psicológico. Torna-se claro a importância de se combater o machismo e a discriminação de gênero. Infelizmente, muitas meninas e mulheres passaram e passam por essa situação, mas somente após ter ocorrido este tipo de crime com uma atriz famosa, foi sancionada pela presidente Dilma em 2012 uma lei que pune invasões de computadores e divulgação de informações pessoais.
Dentro das escolas e universidade, casos de machismo são recorrentes. Temos acompanhado notícias de trotes machistas, piadas machistas, assédios sexuais e outros casos que devem ser combatidos todos os dias! O enfrentamento se faz necessário, pois não admitiremos que mais mulheres passem por situações de humilhação nas instituições de ensino!
Entende-se que as Universidades e Escolas devem ser lugares de mobilização, de luta contra essa violência à mulher e não apenas mais uns lugares que reproduz o status quo e que contribui para a opressão à mulher ser uma realidade. Portanto, dia 25 de novembro deve ser um dia de manifestação, de protesto e de mobilização da sociedade contra a violência à mulher, devemos lutar pelo fim da opressão e exploração.
 Neste dia de combate a violência a mulher, viemos convidar a todas as mulheres, homens, estudantes a somarem-se a esta luta com a ANEL e o Movimento Mulheres em Luta na Campanha Contra a Violência, que tem se fortalecido em atividades realizadas em todo país, em sindicatos, comunidades, escolas e universidades.
Machistas não passarão!

"NADA CAUSA MAIS HORROR À ORDEM DO QUE MULHERES QUE LUTAM ESONHAM!"



Mesa de Lançamento da Campanha Contra a Violência à Mulher  - 25 de novembro, a partir das 18h na Área de Vivência da UFMA.