terça-feira, 30 de abril de 2013

#EmFrenteJuventude da UFMA nas mobilizações!



                                     Por Giovanny Castro e Micael Carvalho, 
                                       da Executiva Estadual e do DCE da UFMA

A greve do ano passado, uma das maiores dos últimos dez anos, nos deu uma lição: é preciso lutar contra todos os ataques do Governo à educação pública! Os estudantes de todo o país se mobilizaram e formaram o CNGE (Comando Nacional de Greve Estudantil) mostrando a todos que não nos conformamos com a situação em que se encontram nossas universidades.

Como se encontra a UFMA atualmente?

A UFMA hoje sofre diversos problemas alarmantes que precisam ser solucionados imediatamente. Ano passado, no mês de outubro, os estudantes de Música fizeram um dia de mobilização por mais professores, construção do Centro de Artes, etc. Os alunos de Direito também fizeram um dia de luto em defesa do Curso. Recentemente os estudantes de Ciências Imobiliárias fizeram um ato reivindicando o aumento de número de professores, tendo em vista que os alunos do primeiro período estão inscritos em três disciplinas, porém estão cursando apenas uma, por falta de oferta de professores.
Em todos esses casos é grave o problema que todos os estudantes estão sofrendo. O principal é a falta de professores e a precária estrutura das moradias. Consequências essas apontadas em 2007, quando os estudantes diziam não ao REUNI (ocupando reitorias), uma política do governo para reestruturar e expandir a universidade, porém essa expansão irresponsável não conseguiu atender a demanda. O número de alunos mais que dobrou, entretanto a quantidade de professores ainda é mesma, o tamanho do R.U., ainda é o mesmo, a biblioteca continua com o mesmo espaço desde sua existência e nova construção está sem prazo para chegar ao fim.
Na noite desta segunda-feira (29/04) os estudantes dos cursos do CCSO (Centro de Ciências Sociais) fizeram uma manifestação em frente ao prédio para mostrar à comunidade acadêmica a situação em que estão vivendo com a falta de professores e demais condições de ensino e infra-estrutura.  Na mesma problemática (as) estudantes de casas universitárias passam por graves problemas infra-estruturais e a administração superior negligencia todas essas situações, entretanto já existe uma articulação das casas para lutar pela garantia de direitos. A Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (Anel) junto com o DCE da UFMA impulsiona hoje todos os processos de luta e mobilização da juventude na UFMA e desde já faz um convite a todos os lutadores e lutadoras a participarem do seu II Congresso Nacional.

Dois Congressos, duas diferentes histórias!

A história parece se repetir a cada ano e em 2013 não será diferente. Os Congressos das entidades estudantis que acontecerão nesse ano polarizam hoje as movimentações dos estudantes. A União Nacional dos Estudantes (UNE) atua na contramão do movimento estudantil combativo e de luta e não esteve nem na greve, muito menos nas principais mobilizações dos últimos tempos no Brasil e também na UFMA. Pelo contrário, tem reafirmado as políticas do Ministério da Educação (MEC) e anda de braços dados com as reitorias.
Já o II Congresso Nacional da Anel será um pólo aglutinador de muitas lutas que aconteceram nos últimos tempos. Nesse Congresso a luta por mais professores, mais verbas pra Assistência Estudantil, aumento do valor das bolsas, Residências Universitárias dignas e um longo et, estarão presentes. A luta pelo #FORAFELICIANO ganhará coro e se fortalecerá até a derrubada desse parlamentar. Aqui no estado, nossa entidade está presente nas principais lutas e mobilizações dos trabalhadores e da juventude e tem tido importância fundamental impulsionando-as.
Nós queremos convidar todxs ativistas que estão mobilizados aqui na UFMA para construir conosco o II Congresso da Anel e se eleger delegados e delegadas. Fazemos também um chamado sincero e honesto aos companheiros e companheiras da Esquerda da UNE que venham participar do nosso Congresso. Sabem da importância da nossa entidade para as lutas e precisam perceber que a história de luta dos jovens não parou, como a velha entidade que ficou pra trás. É por reconhecer essa luta no cotidiano colocá-las a serviço da construção de um instrumento concreto e de luta. É hora de passar em cada sala e em todos os corredores da universidade falando da importância do congresso e do fortalecimento da Anel nas lutas dentro e fora da UFMA

Unir todas as mobilizações da UFMA em uma grande Assembleia Geral!!

Os anos de atrelamentos das antigas gestões dificultou os processo de luta e mobilizações estudantis na UFMA. Entretanto, os dias ruins ficaram para trás e hoje a história volta a provar que os estudantes estão reconstruindo novos movimentos rompendo com tudo que há de velho e atrasado. Mobilizar é mais que preciso para garantir que nossas pautas e reivindicações sejam atendidas.
O Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFMA está convocando uma grande Assembleia Geral para o próximo dia 07 de maio, às 15h na Área de Vivência (Campus do Bacanga). Essa Assembleia pretende unir todas as lutas e tirar uma pauta de reivindicações estudantis. Nós da Anel já nos colocamos na construção dessa Assembleia Geral e moveremos todas as nossas forças para garantir a vitória dessa atividade.
É hora dos estudantes da UFMA unir todas a mobilizações e se somarem na luta em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade!!!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Estudantes do CINTRA se mobilizam contra descaso da Direção Escolar




                                                                      Por Anel Maranhão

Nesta última segunda-feira (08/04) logo pela manhã, os estudantes do Colégio Cintra, localizado no bairro do Anil em São Luís foram às portas da escola para protestar contra os diversos problemas que vem sendo causado pela atual direção.
Há mais ou menos um ano a direção do Colégio Cintra devolveu cerca de 46 professores à Secretaria Estadual de Educação argumentando que existia excedente de professores na escola e que não havia necessidade de permanecer com eles. Só que a realidade é outra!
Em vez de sobrar professores está faltando em várias disciplinas como informam as lideranças do movimento. Muitos deles não chegaram a estudar Artes (dentre outras), por exemplo, e podem encontrar sérios problemas na hora de fazer qualquer prova para ingressar às universidades públicas brasileiras. Mais fatores se agravam aos problemas vividos pelos estudantes da escola da capital. Não existe qualquer diálogo da direção da escola com os estudantes, enfrentando muitas das vezes ameaças e subornos para evitar as mobilizações, como a desta última segunda-feira.  Os estudantes já recorreram a todos os espaços que poderiam e não conseguiram nenhuma abertura para denunciar o descaso da direção com o direito os estudos e a ter professores no colégio.
Hoje teve uma audiência na Assembleia Legislativa para tratar do caso do diretor do Cintra e da situação em que se encontra a escola estadual. Mesmo assim, é preciso continuar com as mobilizações estudantis.

De cada lado está o grêmio estudantil?

No Brasil a reorganização do movimento estudantil tem provado que é necessário romper com entidades tradicionais que já não representam a luta dos estudantes, bem como, com suas direções que cada vez mais se ligam aos diretores, reitores, governos e um longo etc.
A direção do Grêmio tem traído e até denunciado os estudantes à frente dessa luta, como também nem sequer prestam apoio à luta por mais professores na escola e por educação de qualidade. Não existe um compromisso real com a luta dos estudantes, pelo contrário, estão do lado da direção da escola e do lado do Governo Roseana Sarney.
Historicamente aqui no Maranhão as entidades estudantis como o MEI, CES, UMES, UBES, assim como a União Nacional dos Estudantes (UNE) tem feito os estudantes refém de seu atrelamento aos gabinetes dos deputados vendendo nossos direitos como a meia-passagem (conquista histórica em 1979) e a meia-entrada cultural como bem querem. Os estudantes hoje já questionam sobre essa validade e o preço da carteira do MEI/CES empurram a todo custo aos estudantes. O direito está em ser estudante e não por possuí o cartão estudantil de determinada entidade. É preciso dar um basta nisso e lutar pelo passe-livre para a juventude e acesso á meia-cultural sem restrições.

Estudantes secundaristas do CINTRA, LICEU, CEGEL, COLUN e IFMA é hora de ir ao Congresso Nacional da Anel

A Anel e o DCE da UFMA estiveram presentes prestando total apoio à luta dos estudantes do CINTRA, como não se negará a participar de qualquer outra luta dos estudantes secundaristas. Nesse momento onde surgem as mobilizações as entidades estudantis devem está a disposição dessas lutas e mobilizações importantes pela melhoria da educação no Estado do Maranhão.
Com a Anel e com o DCE da UFMA não será diferente. No último Planejamento do Diretório Central dos Estudantes da UFMA foi apontando a necessidade da articulação com os estudantes secundaristas que já protagonizaram lutas importantes aqui no estado, como a Revolta da Meia Passagem e lutas em apoio à greve dos professores.
Queremos além de nos solidarizar com os estudantes do CINTRA que eles deem um passo à frente na organização estudantil. Queremos que possam seguir suas mobilizações, questionar o não apoio das entidades estudantis à sua luta, assim como construir os novos instrumentos que nascem da reorganização estudantil. Um grande fruto desse processo é a Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL) que a cada dia se fortalece em todo o país.
Esse ano, estaremos realizando nosso II Congresso Nacional entre os dias 30 e 31 de maio, 01 e 02 de junho e queremos levar uma grande delegação do Maranhão para Juiz de Fora – MG. Nesta quinta-feira já marcamos uma roda de apresentação do Congresso, assim como conversar um pouco mais sobre a situação do movimento estudantil secundarista aqui no estado. Queremos seguir mobilizando a luta dos estudantes do CINTRA e dos demais estudantes de todo o Maranhão, pois “é com muita luta que devemos construir um futuro do tamanho dos nossos sonhos”.


Para mais formações do II Congresso Nacional da Anel Clik Aqui

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Rumo ao 2º Congresso da ANEL


Por Micael Carvalho  
Executiva Estadual da ANEL - Ma   

O 2º Congresso da Assembléia Nacional de Estudantes Livre - ANEL já começou! Dias 30 de maio a 2 de junho em Juiz de Fora - MG, acontecerá o congresso onde as lutas e os lutadores se encontrarão.
Um dos princípios básicos da nossa entidade é a independência financeira, não aceitamos dinheiro dos governos e nem de empresários. Na sociedade na qual vivemos, quem paga a banda escolhe a música. Por isso, defendemos nossa independência financeira a todo custo, pois ela é o primeiro passo para a independência política. Diferentemente da UNE, o nosso congresso será financiado pelos estudantes e trabalhadores, sem aceitar nenhum centavo do Governo, da Rede Globo e nem de empresas.
A Anel Maranhão já começou sua campanha financeira. Nosso primeiro pedágio ocorreu no dia 24 de março, e conseguimos arrecadar R$ 450,50 e no nosso segundo pedágio no dia 27 de março, conseguimos mais R$ 367,65. Ainda tocando nossa campanha financeira, estamos realizando uma rifa de um ingresso para o show da Maria Gadú que acontecerá no dia 13 de Abril na Lagoa da Jansen, em São Luis - MA.
A retirada de delegados para o nosso 2º congresso já começou, e queremos levar a maior delegação para participar democraticamente dos nossos espaços e debates. Por isso, fazemos um chamado a todos(as) os(as) estudantes para construir conosco esse grande congresso. Será o espaço onde as lutas da juventude se encontrarão, para coletivamente, construirmos um novo futuro do tamanho dos nossos sonhos.
#EmFrenteJuventude! Rumo ao 2º Congresso Nacional da ANEL, pois com sonhos e lutas se faz o futuro.

sábado, 16 de março de 2013

R.U nas férias: um direito conquistado!


Ô Natalino, cadê minha refeição?

Por Talita Setubal
Executiva Estadual da ANEL

Já era de se esperar: As férias chegaram e o Restaurante Universitário da Universidade Federal do Maranhão fechou as suas portas. E os estudantes que estarão frequentando aulas no período de férias não poderão contar com as refeições do RU. É assim que se dá a assistência estudantil de qualidade? Por que se quebram as pernas do estudante que tem o seu direito subtraído simplesmente porque não é interessante para a universidade manter o restaurante funcionando nas férias?  E quem não tem dinheiro para bancar suas refeições com preços mais altos? Estas são perguntas que ainda não obtivemos respostas, e parece ser inclusive um questionamento infundado aos olhos dos nossos gestores.
 O Restaurante Universitário faz parte da Assistência Estudantil, fornecendo a alimentação para toda a comunidade acadêmica com baixo custo, para que todxs, especialmente os universitários possam pagar, mantendo-se deste modo, em condições dignas de permanência dentro da universidade, já que a alimentação é algo fundamental para a continuação dos estudos que não cessam com o período das férias.
Contudo, parece que apelo dos mais de 1.600 estudantes que registraram seus nomes no abaixo-assinado entregue à reitoria, que pedia o funcionamento do RU nas férias não foi ouvido. O atendimento à comunidade cessou no dia 12/03, trazendo prejuízos aos que fazem uso deste importante equipamento. Sentimos que falta seriedade quando o assunto é o trato dado à comunidade acadêmica. Temos fome sim, e queremos a cobertura de uma assistência com qualidade. Queremos a nossa alimentação! Queremos ser respeitados!
Fruto de pressões nas redes sociais do DCE, do qual a ANEL constrói junto aos estudantes, convidando a todos a participarem do churrasco protesto dia 14/03, a UFMA comunicou por meio da web que o funcionamento retornaria na quinta, dia 14/03, ou seja, no mesmo dia do ato. Não podemos deixar de frisar que os “pseudorepresentantes” estudantis, que durante cinco anos nunca estiveram na luta pelas causas estudantis, pelo contrário, despolitizaram a universidade, aproveitaram a oportunidade na tentativa de tomar para si as benesses da reivindicação. Sem contar o surgimento de perfis e páginas no facebook, com o intuito de desmoralizar e difamar a gestão “Ninguém pode nos calar”.
Como a prática é o critério da verdade, nós mostramos a que viemos. Mantendo a construção do ato, o Diretório Central dos Estudantes, por meio de falas claras e pontuais, conseguiu mandar o seu recado à reitoria: Assistência Estudantil não é caridade, é direito dos estudantes. O evento contou com a participação de vários estudantes que, compartilhando do mesmo desejo de mudança, demonstraram sua indignação, somando ao  ato.
Nós que somos lutadores da ANEL e que não aceitamos mais um desmando desta SALGADA gestão que não ouve as nossas demandas e que não tem interesse em sentar-se com o DCE, que é o legítimo representante dos estudantes. Não queremos uma assistência estudantil meia boca, pois temos fome também nas férias e queremos de fato o direito que nos é garantido, este mesmo direito que o nosso Reitor parece ignorar.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Avaliação do MEC na UFMA, não conta com a presença de entidades estudantis e dos trabalhadores



Por Thamara Layla, da Anel Maranhão e da Secretaria de Igualdade Racial do DCE-UFMA, Cássia Clovié, da Anel Maranhão e da Secretaria do Centro de Ciências e Tecnologias do DCE-UFMA e Yuri Rocha, da Anel Maranhão



No ultimo dia 26 de março fomos surpreendidos com a visita do Conselho Nacional Ensino Superior (Conaes/MEC) à UFMA, que esteve presente para avaliar a instituição, os cursos e o desempenho dos estudantes através do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), criado pela Lei nº 10.861/04. Sendo, de acordo com a Constituição Federal, os DCEs, DAs e CAs as entidades representativas do conjunto de estudantes de uma Instituição de Ensino Superior e de seus cursos, respectivamente, e estando previsto no artigo 2º da lei que rege o SINAES: “ IV – a participação do corpo discente, docente e técnico-administrativo das instituições de educação superior, e da sociedade civil, por meio de suas representações.”, surpreende o fato do DCE não ter sido convidado pela Reitoria da UFMA ou pelo Conaes para contribuir com o processo de avaliação de nossa universidade.
    Somando-se a isto, antes da reunião com o Conaes para a qual foram convidados apenas determinados estudantes escolhidos a dedo pela reitoria, houve uma reunião preparatória convocada pela Comissão Própria de Avaliação (CPA), na qual estes mesmos estudantes foram orientados pela administração superior da UFMA à prestar depoimentos omissos em relação aos problemas da universidade e desvinculados da gestão de Natalino Salgado.
    Estes dois fatos deixam claro que a intenção da Reitoria é projetar uma imagem falsa da realidade da UFMA, calando suas entidades representativas e mascarando as reais dificuldades que os estudantes enfrentam em qualquer universidade federal, sobretudo na UFMA, desde o acesso limitado a assistência estudantil, ausência de água potável em bebedouros, filas para almoçar com espera média de 40 minutos ou mais, até a situação das Licenciaturas dos campi do interior do estado que já tiveram suas grades curriculares alteradas mais de três vezes e nenhuma explicação foi dada aos estudantes e a imposição da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) como modelo de gestão hospitalar desvinculando o HU da universidade, afetando negativamente o ensino, pesquisa e a extensão.
    Diante das indagações dos estudantes sobre situação de seus cursos, o Conaes se limitou a indicar as instancias burocráticas da universidade como caminho pra resolução dos nossos problemas, como a Ouvidoria, o Núcleo de Assistência Estudantil (NAE), os Conselhos de Centro e Colegiados de Curso. Quando na realidade os estudantes bolsistas estão cansados de recorrer ao NAE para ter seus direitos negados, quando o próprio reitor joga o estatuto e o regimento da UFMA no lixo ao impor a EBSERH de forma truculenta, desrespeitando os espaços deliberativos da universidade como por exemplo o Conselho Superior Universitário (CONSUN) e toda comunidade acadêmica, desviando a finalidade de obras públicas, como a que se destinava a atender as demandas de acessibilidade, residência universitária, restaurante universitário dentre outros.
     Nós da ANEL junto com o DCE da UFMA estivemos presentes na reunião garantindo que a realidade da UFMA fosse expressada através de nossas intervenções e que o MEC além de ouvir e indicar a burocracia que encontramos diariamente na universidade como solução, possa avaliar de verdade a universidade, para atender a demanda dos estudantes que adentraram pelo Programa REUNI  e que hoje não encontram a garantia de permanecer até o final de seus estudos. Repudiamos a atitude da Reitoria em selecionar e não convocar as entidades representativas dos estudantes e trabalhadores da UFMA.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Transgredir o modelo de educação e mobilizar os estudantes junto com travestis e transexuais para lutar contra a transfobia


por Dayana Coelho.



O dia da visibilidade de travestis e transexuais surgiu no dia 29 de janeiro de 2004 quando ativistas transexuais participaram da primeira campanha oficial contra a transfobia. Desde então esse dia tem marcado a agenda dos movimentos LGBTS pois, para além de um dia para dar mais visibilidade a esse setor tão oprimido, é um dia também para fortalecer as lutas contra a discriminação a LGBTs.

De longe travestis e transexuais, juntamente com as mulheres lésbicas, são o principal alvo da homofobia. Isso acontece principalmente por conta do machismo. Vivemos numa sociedade que oprime as mulheres e as subjugam aos homens e aos ditames do seu Estado, onde as mulheres estão relacionadas a atividades delicadas e de cuidado e os homens a atividades fortes e de comando. Tudo que está fora dessa lógica é considerado anormal a ponto de causar repulsa e violência.

Travestis e transexuais transgridem os modelos pré-estabelecidos do que é ser homem e mulher e arriscam ser o que são. Mas muitxs pagam caro por esse risco. A discriminação impede que elxs tenham acesso a direitos básicos como educação, saúde e emprego, além de encontrarem dificuldades até para se organizarem e lutarem por seus direitos, pois muitas vezes são discriminados dentro do movimento estudantil e dos movimentos sociais.

A educação é sempre um campo delicado para travestis e transexuais. Elxs não aparecem nos livros de história e não participam da construção de um conhecimento crítico que reflita e respeite as diferenças. Hoje travestis e transexuais são quase que expulso tacitamente das escolas pelo preconceito. Travestis são hostilizados por colegas de classe, professores e diretores. Além disso, passam grande parte do ano letivo sendo chamados pelos nomes que quase sempre abominam, pois lembram de sua condição de incompatibilidade com o corpo e o mundo em que vivem.

O resultado de tanta discriminação nos espaços de ensino é a condenação desse setor aos piores empregos, que por exigirem menos qualificação, são os que pagam os piores salários e mais exploram, como os telemarketing, atendimento em fast food, salões de beleza, limpeza e serviços gerais. Por piores que sejam essas condições esses TT’s ainda têm sorte, pois a maioria acaba mesmo tendo que se submeter a prostituição para garantir seu sustento.

Muitas vezes o próprio movimento estudantil discrimina travestis e transexuais, secundarizando suas pautas e tratando sua condição como chacota e brincadeira. Nós da ANEL nos orgulhamos de desde nossa fundação tratar como prioritária a pauta da luta contra as opressões. Lutamos por uma educação pública, gratuita e de qualidade que, para nós, só se concretizará juntamente com o fim das opressões tanto nas escolas e nas universidades, como em toda a sociedade.

E para isso o primeiro passo é dar visibilidade a esse setor resgatando, por exemplo, o papel fundamental que travestis e transexuais tiveram na Revolta de Stonewall, onde foram figuras centrais na organização dos LGBTs na luta por seus direitos; além do mais, nessa mesma época, a união do movimento LGBT aos demais movimentos de setores oprimidos (negros, mulheres, ativitas dos movimentos por paz e direitos civis, etc) foi determinante para fortalecer o movimento contra opressões e para a conquista dos primeiro direitos LGBTs; além disso, é necessário dar ênfase as pautas específicas de travestis e transexuais: respeito ao que são, modificação do prenome e utilização do mesmo em escolas, universidades, cursos, hospitais, etc, garantia, pelo SUS, dos processos de transformação do corpo para adequa-los  a sua identidade de gênero, políticas de acesso a emprego, entre outras.

Diante disso, além da visibilidade a esse setor tão brutalmente oprimido, é preciso transgredir o modelo de educação e mobilizar os estudantes junto com travestis e transexuais para lutar contra a transfobia e, ainda mais, por uma sociedade livre de opressões, que respeite as diferenças e trate humanos com a dignidade que merecem. 

domingo, 9 de dezembro de 2012

POR QUE SOU CHAPA 01 NAS ELEIÇÕES PARA O DCE/UFMA?


Por Giovanny Castro da Executiva Estadual

Há pouco mais de um ano, apesar no novo ENEM consegui entrar na UFMA, cursar Geografia pra mim era um objetivo que devia ser alcançado o quanto antes, consegui com algum empenho e dedicação. Ao entrar me deparei com muita “coisa” boa, e outras nem tanto, principalmente do ponto de vista do processo ensino aprendizagem. Atendendo os objetivos básicos de uma IES, não tenho duvidas que a UFMA ainda s
eja a melhor Instituição de Ensino Superior, do Estado do Maranhão. 
Mas os problemas da ordem estrutural da universidade são notoriamente visíveis, filas intermináveis para o RU, transporte caótico e obras inacabáveis como a Residência Estudantil. Procurei então saber quem nos representava quem eram os responsáveis por levar adiante nossas reivindicações e lutar por melhorias para nós estudantes. As referencias foram de cara péssimas! Ao perguntar para um colega de curso que já estava algum período mais adiantado sobre quem eram os meus representantes na universidade (DCE) a resposta foi: Mas que DCE? Confesso que fiquei surpreso, estar dentro de uma universidade publica federal e não ter um DCE que represente a causa dos estudantes foi uma surpresa desagradável. Ora se aqui está desse jeito, imagine lá fora! ¬¬

A Greve na Educação, uma das maiores greves dos últimos anos, trouxe a tona todos os problemas que vieram em consequência do REUNI (superlotação das salas, precarização do trabalho docente, falta de verbas, etc). Esse programa do governo que expandiu as vagas na universidade, não se preocupou com a com a qualidade das mesmas IES. Preparar mão de obra para o mercado de trabalho passava a ser o principal objetivo das Universidades! 
A greve mostrou também quem lutava e reivindicava por alguma melhoria na qualidade do ensino, logo algumas “caras” eram sempre notadas nos vários atos promovidos por sindicatos e entidades que representavam interesses de estudantes, professores e técnicos dos IES também disseram NÂO às condições de trabalho impostas pelo governo Dilma. Mas quem eram essas pessoas e entidades? 

A APRUMA sindicato local dos professores da UFMA atuou diretamente no combate a precarização da Educação Publica. A ANEL entidade estudantil sempre esteve representada por estudantes com bandeiras e camisas, palavras de ordem e falas vibrantes, sempre os via em todas as atividades organizadas pela APRUMA e outros reivindicando melhorias para os estudantes, outros coletivos e alguns estudantes independentes sempre eram vistos por mim nessas atividades. 
Em período de eleições para DCE, a dúvida que fica no ar pra mim e para muitos outros estudantes é: onde estavam os estudantes que compõem outras chapas que concorrem às eleições para o DCE da UFMA durante todo esse período? Confesso que muito dos rostos que vejo hoje participando de campanha das chapas 2 e 3 nunca foram vistos em qualquer que fosse o ato, reivindicação, nota de solidariedade para com professores prejudicados (ex. professores do COLUN) nem ao menos escrever uma nota de repudio para com os diversos casos de autoritarismo e antidemocrática nessa universidade? Onde estavam durante todo esse tempo? E as entidades que constroem essas chapas, nem ao menos se pronunciar seja a favor ou contra? 
Quantas foram as plenárias chamadas por esses estudantes durante esse período? Quantos foram os debates organizados por eles? As participações em assembleia de professores? Quem organizou o Beijaço contra a Homofobia? E o ato do transporte, que levou vários estudantes até a integração, exigir que o direito pela meia passagem fosse cumprido, quem encabeçou? Fora as outras atividades!!! E a campanha financeira (rifa e pedágios) que garantiram a independência financeira e politica da mesma?
Tendo a certeza e garantia que meus direitos serão respeitados e minhas reivindicações serão ouvidas, posso ter a certeza que a #CHAPA1#NINGUÉM PODE NOS CALAR# é a que mais agrupa as reivindicações dos estudantes, que lutam pela melhoraria na educação e por uma UFMA mais democrática.