quinta-feira, 22 de maio de 2014

Todo apoio a luta dos Rodoviários de São Luis

                                           Por Micael Carvalho, da executiva estadual da ANEL - MA

O dia 22 de maio na capital maranhense amanheceu diferente. Os rodoviários paralisaram suas atividades por reivindicações já antigas e que nunca foram atendidas pelas Empresas de transporte Coletivo.



 Nas reivindicações da categoria estão: aumento salarial de 16%, e mais o ticket de alimentação no valor de R$ 500,00. Até que os donos das empresas de transporte não atendam essas reivindicações, os rodoviários prometem permanecer na greve por tempo indeterminado. Mesmo com a determinação da justiça (que tem lado, e não é o da classe trabalhadora) de circulação de um percentual mínimo de 70% das frotas, com multa prevista de R$ 4.000 por hora de descumprimento.

O pedido foi por parte do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), na tentativa de desmobilizar a categoria e impedir que os trabalhadores reivindiquem o mínimo necessário para um trabalho digno. Porém essa determinação judicial não os intimidou. Desde cedo, os trabalhadores das empresas de transporte coletivo pararam quase que 100% da frota, parando os ônibus e concentrando-se nas garagens.

Devemos nesse momento em que, de norte a sul do país, os trabalhadores das diversas categorias estão se levantando com greves, mobilizações, fechamento de avenidas... apoiar incondicionalmente todas essas lutas, porque fazem parte de um avanço na consciência da classe trabalhadora sobre sua força, e poder para transformar a realidade. A copa se aproxima, e com ela também vemos as mobilizações no Brasil tomarem uma grande dimensão. Tudo indica que um novo junho virá, mas agora diferente de 2013, com os trabalhadores e a juventude organizada nas ruas colocando as contradições da copa e a luta pela garantia dos direitos conquistados através das lutas.  


A ANEL se solidariza mais uma vez com a categoria que tem feito ultimamente inúmeras mobilizações. Sabemos o quanto o transporte público é precarizado em todo o país, cabendo a solidariedade e apoio à greve importante para a luta por um transporte público de qualidade.


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Por que apoiar a Greve dos professores e técnicos administrativos do IFMA?


Inaiara Brito, da Executiva Estadual da ANEL - MA e estudante do IFMA

Desde junho de 2013, respiramos novos ares, aquele sentimento de comodidade até então presente em nossas vidas ficou para trás. A juventude foi ás ruas não só para derrubar o aumento da passagem, mas reivindicar por melhorias concretas de vida. Perto de completar um ano das Jornadas de Junho (passou rápido!), diversas categorias já entraram em greve e se mobilizaram.
O dia 21 de abril se consolidou como uma importante data no cenário de lutas dos brasileiros. O dia em que o SINASEFE (Sindicato nacional dos Servidores federais) iniciou a 15ª greve de sua história, aprovada durante o 28º CONSINASEFE, em 29 de março.
O movimento paredista faz parte das Jornadas de Luta da Campanha Salarial 2014.  A greve está próxima há completar um mês, e conta com mais de 150 unidades de ensino paralisadas e muitas outras com a greve já aprovada pela base, numa luta que já aglutina 19 estados e 32 Seções Sindicais.
Além do SINASEFE, a base da Fasubra (Federação dos Trabalhadores das Universidades Federais) encontra-se em greve desde 17 de março; os rodoviários do Rio estão paralisados mesmo sofrendo pressão do sindicato pelego; servidores das redes estadual e municipal de ensino do Rio entraram em greve no início da semana; os policiais militares e bombeiros de Pernambuco aprovaram greve por tempo indeterminado.

A deflagração da greve no IFMA
O Instituto Federal do Maranhão, conta atualmente com 18 campi, sendo que 3 estão na capital São Luís, e os outros 15 no interior do estado e futuramente serão inaugurados mais 8 campi. Esse quadro reflete aquilo que se alastrou por todo o país durante o Governo Lula, com o Programa de Expansão e Reestruturação das Universidades e Institutos Federais (REUNI). O REUNI que foi propagandeado como a forma de se levar o ensino a todos os cantos do país se revelou como um programa fracassado, uma vez que expandiu unidades de ensino sem nenhum tipo de planejamento, garantindo o acesso, mas não a permanência dos estudantes em sala de aula.
No Maranhão, esse quadro é aterrorizante, os campi do IFMA, principalmente do interior, funcionam sem nenhuma estrutura, faltam laboratórios, bibliotecas, salas de aula climatizadas, professores e um longo etecetera... Há campus que funciona em prédios alugados, o acesso ao local de ensino também é um empecilho aos estudantes e servidores, devido à falta de transporte público de qualidade.
Neste sentido, os servidores do IFMA se juntaram aos companheiros de outros estados na construção da Greve. O pontapé inicial foi dado pelo SINASEFE Seção Campus Maracanã, que convocou Assembleia Geral no dia 10 de abril com sua base, e o resultado foi a deflagração da greve para o dia 21 de abril. Daí em diante, a greve vem se construindo no estado, sete campi já deflagraram greve, são eles: Maracanã, Alcântara, São Raimundo das Mangabeiras, Monte Castelo, Bacabal, Codó, e Caxias e outros estão com Assembleias marcadas.

O que eles estão reivindicando?
O SINASEFE construiu uma importante pauta de reivindicações, entre os eixos específicos da categoria constam a reestruturação das carreiras dos técnico-administrativos (PCCTAE) e docentes (Magistério do EBTT); a democratização das IFE; a luta contra a precarização das nossas condições de trabalho; a readequação de carga horária; e a contrariedade ao ponto eletrônico e ponto docente.
Nos eixos gerais estão os pontos da política salarial (data-base para maio); isonomia dos benefícios com servidores de outros poderes e do TCU; e antecipação da parcela do aumento previsto para 2015 já neste ano); anulação da reforma previdenciária de 2003 e da Funpresp; contrariedade ao PL 4330/2004 (das terceirizações); a realização de uma auditoria da dívida pública brasileira; retomada dos anuênios e 10% do PIB para a educação pública (confira aqui mais detalhes sobre a pauta).

Que contradição, tem dinheiro para a Copa mais não tem para Educação
Dentre as pautas de reivindicações encontra-se a destinação de 10% do PIB para a Educação Pública. Sabemos que a educação em nosso país é péssima. Ocupamos a vergonhosa 8ª posição no ranking de países com mais índices de analfabetos. Sendo que ¼ dos brasileiros são analfabetos funcionais.
O PIB (produto interno bruto) representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um período determinado. Atualmente o governo destina apenas, cerca de R$ 233,4 bilhões, o que representa 5,3% do PIB para a Educação (pública e privada), diante da realidade educacional brasileira, esse valor é irrisório.
Por isso é preciso que se invista de imediato em 10% do PIB para garantir uma educação pública, gratuita e de qualidade para nossos jovens. Porém o governo Dilma, prefere investir em megaeventos como é o caso da Copa do Mundo, que este ano será realizada no Brasil.
Do início das obras da Copa até agora, cerca de 85% dos gastos saíram dos cofres públicos. A Copa do Mundo 2014 mesmo antes da bola rolar, já entra para a história como sendo a Copa mais cara de todas, com um valor que já supera os 30 bilhões de reais. Enquanto isso, a Educação é jogada para escanteio!
Motivos é que não faltam para que os Servidores Públicos Federais façam greve, devido a isso a ANEL faz um chamado a estudantada do IFMA, para acompanhar as atividades grevistas. É fundamental que os estudantes estejam engajados neste processo incluindo suas pautas de reivindicações e organizando a luta.
O governo pode até utilizar a mídia para nos dividir e desmobilizar, a polícia para reprimir e indiciar militantes que vai ás ruas para lutar por seus direitos, mas seguiremos nas ruas, ombro a ombro com os trabalhadores e a juventude, mesmo durante a Copa.

E juntos, gritaremos em alto e bom som: Dilma escuta, na Copa vai ter luta!




terça-feira, 8 de abril de 2014

Nota de apoio aos estudantes da UFMA em Imperatriz


A Universidade Federal do Maranhão – UFMA, assim como as demais universidades brasileiras, passaram por um inúmero processo de expansão, especialmente depois que o REUNI, Programa de Reestruturação das Universidades Federais foi implementado. Hoje a UFMA conta já com campus em oito cidades . Em Imperatriz, onde já existem dois campi, um no Centro e outro no bairro Bom Jesus, além de Bacabal, Codó, Grajaú, Chapadinha, São Bernardo, Pinheiro e o mais recente criado em Balsas.

Enfrentamos um grande processo de lutas e mobilizações nas universidades por todo o Brasil para impedir que o REUNI fosse implementado, considerando a forma em que o projeto era colocado o que nos levava a concluir que se  tratava nada menos de que uma politica consciente do governo federal de precarizar ainda mais o ensino superior e suas respectivas universidades publicas. Não sem razão, hoje podemos ver as consequências deste projeto.

Um pouco sobre o REUNI
Esse programa foi aprovado em 2007 que previa a ampliação do ensino superior. No entanto, sequer o decreto deixava claro que as condições para que essa expansão de fato ocorresse fosse feito de maneira a proporcionar a melhor qualidade no ensino. Pelo contrário, o que se pode constatar ao longo dos anos foi o um verdadeiro crescimento e inchaço das universidades  sem condições de manter os estudantes que adentraram com estruturas suficientemente boas para atendê-los.
Este mês fazem 7 anos que o REUNI foi aprovado, e suas consequências dentro das universidades ainda são visíveis, e seus inúmeros problemas também.

A UFMA e a Expansão
Não diferente do resto do Brasil, a UFMA se expandiu de forma completamente irresponsável, onde todos dos campi iniciaram suas aulas sem que a estrutura do campus estivesse totalmente preparada e equipada para receber os cursos professores e docentes. Todos os campi da UFMA iniciaram suas atividades apenas com salas de aula minimamente, já que o REUNI tratava da ampliação de vagas e cursos. Onde foi pensada a assistência estudantil, casa de estudante, restaurante, assistência financeira, creche, transporte, na instalação dos campi da UFMA? Os laboratórios necessários no campus, onde foram pensados? O quadro e o corpo docente de cada campus foram pensados?
A repostas a essas perguntas é apenas uma negativa carregada de certeza. Após todo esse tempo é que alguns dos campi estão concluindo as obras do Restaurante universitário, alguns sequer têm casa para estudantes, muito menos creches. E se fizermos um levantamento veremos que tem estudante já próximo de concluir o curso que em nenhum momento pisou no laboratório.
Essa é a politica de expansão para as universidades. Fazer do ensino superior uma mera fábrica de diplomas e oferecer um ensino sem qualidade aos seus estudantes.



A luta no campus de Imperatriz
A realidade no campus de Imperatriz hoje não é muito diferente dos demais campi da UFMA. Falta muito pra se chegar a uma universidade de qualidade expansiva. Os estudantes deste Campus têm enfrentado grandes dificuldades para permaneceram na UFMA, dando continuidade no curso.
Na manhã desta segunda-feira, os estudantes montaram acampamento em dentro do campus Bom Jesus, os estudantes ocuparam o campus Bom Jesus para reivindicar seus direitos à assistência, educação, contratação de professores, restaurante universitário com valor acessível, casa de estudante no campus, internet de qualidade, transporte. Nada além daquilo que a universidade tenha por obrigação garantir e, no entanto, foge perante sua responsabilidade.
Nós da Assembleia Nacional de Estudantes Livres - ANEL, que desde sempre denunciamos a irresponsabilidade da Reitoria da UFMA na aplicação dessas políticas de expansão acompanhada de falta de estrutura e condições para garantir uma educação pública gratuita e de qualidade, e que na verdade tenta de forma impositiva, sem nenhum meio de ouvir a comunidade acadêmica sobre os possíveis impactos que podem resultar suas ações, queremos prestar toda nossa solidariedade aos estudantes e Imperatriz que ocupam o campus do Bom Jesus, e nos colocando sempre à disposição para estar nas lutas em defesa de uma UFMA e de uma educação pública que represente e responda de fato os anseios de seus estudantes, professores e servidores. Denunciamos ainda o completo autoritarismo com o qual o reitor Natalino Salgado se utiliza nessa universidade não dialogando com os estudantes.



#Nas ruas somos sonhos e lutas. O Futuro é agora!


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Nota de Apoio da ANEL à greve dos Garis de São Luis

Por Inaiara Brito e Neylson Oliveira, da Executiva Estadual da ANEL - MA



As duas últimas semanas em São Luís foram impulsionadas com o início da greve de diversas categorias da classe trabalhadora: bombeiros, policiais militares e os trabalhadores do transporte rodoviário, que reduziram o horário de circulação dos ônibus da capital, tirando-os de circulação entre 16:00 e 18:00 hs. A meia noite desta quarta – feira, dia 02 de março foi deliberada a greve dos Garis que , assim como as demais categorias, reivindicam melhorias no trabalho.
No estado do Maranhão as condições dos trabalhadores é sem dúvida a mais precarizada possível, e não há nenhuma perspectiva do governo do estado em favorecer e possibilitar melhores condições de vida aos trabalhadores e trabalhadoras do estado. São mais de meio século de exploração por meio da oligarquia de Sarney e toda sua corja. Verdadeiros parasitas do povo maranhense, sugando e se apropriando de tudo aquilo que é produzido no estado e em troca oferecem péssimos serviços de saúde, de transporte, em educação, repressão e criminalização nas periferias das cidades, contribuindo com o extermínio da juventude negra maranhense.
O prefeito Edvaldo Holanda Júnior (PTC), desde o início da campanha veio com um discurso de um novo jeito de fazer política, porém que assumiu a prefeitura apenas deu continuidade àquelas politicas implantadas pelo prefeito anterior do PSDB e pelo PCdoB, confirmando a ideia de que esse novo jeito era na verdade, mais do mesmo, principalmente quando ele destina milhões para as empresas de  transporte da capital. Nenhuma dessas politicas implementadas pela prefeitura melhorou a vida dos ludovicenses. E a população ainda amarga os desmandos e a não prioridade nos serviços básicos, e a coleta de lixo, continua a serviço de uma empresa privada.
Esse desrespeito com os trabalhadores de todas as categorias é consequência do avanço da terceirização do serviço público. Durante os três últimos governos (tanto os governos federais, estaduais e municipais), a terceirização aumentou consideravelmente e atrelada a ela, uma gama de fatores que prejudicam única e exclusivamente aos trabalhadores. A terceirização dos transportes, da saúde, da educação são exemplos disso. No que diz respeito aos garis, considerando os fatores expostos acima, como jornada de trabalho extensa, salário que não chega ao piso mínimo, condições de trabalho inviáveis, é notório o quanto esta categoria é além de invisibilizada, precarizada.

Garis em Greve!

Os garis de São Luís têm como pauta de reivindicação o reajuste salarial com o aumento de 23%, que passariam de R$ 719,98 para R$ 885,57 e do tíquete-alimentação de R$ 290 para R$ 450.  Os serviços de limpeza pública são terceirizados pela empresa São Luís Ambiental, que apresentou como contraproposta o reajuste de apenas 4% para o salário e R$ 310 para o tíquete.
A jornada de trabalho dos Garis tem uma carga horária de 12 horas. O que levou o presidente do Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Maranhão (SEEACMA) - Honésio Máximo da Silva, a se pronunciar sobre isso:

[...]consideramos como exploração, trabalho escravo. E chamamos a direção da empresa e do prefeito de São Luís para fazer parte dessa negociação da categoria que é justa. Não podemos admitir essa situação. Os profissionais que atuam nesse cenário merecem mais respeito e melhores condições para a qualidade de vida no trabalho. A gente pede que a sociedade entenda esse momento e possa ser solidária aos trabalhadores da limpeza pública. O nosso movimento é justo e por tempo indeterminado.

Os garis do Rio de Janeiro cruzaram os braços durante o carnaval para chamar a atenção da prefeitura na luta por seus direitos. Ninguém poderia imaginar até então que um episódio como este poderia acontecer, isso em pleno carnaval! Os garis não só pararam suas atividades como conseguiram arrancar uma vitória a contragosto da prefeitura do Rio. Este é um exemplo de que quando a classe trabalhadora se junta e se organiza, seus opressores e exploradores tremem, pois nada pode se comparar ao poder e determinação daqueles que constroem e estruturam a sociedade através do seu trabalho.
Além disso os Garis no Rio mostraram o caminho e serviram de exemplo para sua categoria por todo o país, os incentivando a se organizarem e ir  à luta, e esse exemplo foi seguido pelos garis de Recife e agora por São Luís. Agora é a hora dos Garis varrerem todo o lixo que o governos, municipal e estadual deixaram/deixam na vida dos trabalhadores, impondo à eles uma vida de trabalho precária e exploratória.
A luta dos garis de São Luís, também é uma luta de toda a população, pois conseguindo melhorias para a categoria, os serviços prestados consequentemente se tornarão mais eficazes. Além disso, acreditamos que para termos uma mudança efetiva e concreta na sociedade, a juventude precisa se aliar aos trabalhadores das inúmeras categorias, mostrando sua força. Por isso, a ANEL apoia e se solidariza com a luta dos(as) garis, mobilizando os estudantes e demais trabalhadores para somar força nesta luta.

Gari, escuta: sua luta é nossa luta!!!



quarta-feira, 2 de abril de 2014

Nota da Anel em Apoio aos Bombeiros e Policias em Greve

Por Neylson Oliveira, da Executiva Estadual da ANEL e do CAFIL


O ano 2014 já se iniciou com exemplos bem claros para nós do quanto à luta e mobilização dos trabalhadores é importante.  Do início do ano pra cá, categorias demonstraram isso de uma forma exitosa, deixando claro que não há outra forma de que se alcancem melhorias para os trabalhadores, senão por meio da luta.

Foram os garis do Rio nosso maior exemplo para hoje. Uma categoria majoritariamente negra, e fortemente explorada e oprimida principalmente no que se refere ao seu próprio trabalho. Também foram os metroviários de Porto alegre, os trabalhadores da COMPERJ-RJ, e os Garis agora em recife que nos dão essa certeza de que é preciso lutar e de que é possível vencer.



No Maranhão, desde a quarta-feira (26/03) foi deflagrado greve da Policia Militar do Maranhão e desde então, uma serie de mobilizações em toda a categoria vem acontecendo. Inicialmente os policiais estão acampados no pátio da Câmara Municipal de são Luís. Eles reivindicam cumprimentos dos acordos feitos em 2011, reajuste salarial, melhores condições de trabalho, pelo fim da lei do cão.

Durante todo o processo em que os movimentos sociais foram pras ruas, inclusive nós, os PM’s estavam no lado oposto ao nosso, e por vezes foi impossível o enfrentamento, e a repressão em alguns casos foi bastante intensificada. Essa situação gera certa diversidade de opiniões e que por vezes alguns militantes tendem a condenar e não apoiar os policiais nesse momento. Precisamos ressaltar que temos um laço de aproximação com a PM e esse laço é justamente o laço da nossa classe, da classe trabalhadora. E é por este motivo que destacamos a importância que esse movimento de greve tem e o quanto esse movimento é progressivo, pois trouxe à tona a necessidade de organização inclusive dos policiais militares, quando começaram a perceber que tinham um trabalho totalmente precarizado, condições de trabalho completamente exploratória, e desvalorização total de sua categoria e decidiram estar juntos para lutar contra isso.



A ANEL presta todo seu apoio e solidariedade aos policiais militares, sabendo da importância de estar junto das inúmeras categorias da classe trabalhadora, sempre que ela se levanta para questionar seu opressor, no entanto, precisamos enfatizar que é necessário um amplo defesa da desmilitarização da PM que ainda hoje tem suas bases nos primórdios da ditadura militar, e que precisamos romper com essa estrutura que não serve  mais, senão para continuar oprimindo e exterminando o povo pobre, sobretudo os negros da periferia.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

XVIII Congresso de Estudantes da UFMA (CEUFMA) prepara as lutas estudantis para 2014!



Por Micael Carvalho 
da Executiva Nacional da Anel
 e do DCE da UFMA

Depois de mais de dois anos sem um fórum máximo de debates e deliberações do corpo discente da Universidade Federal do Maranhão, ocorreu o XVIII Congresso de Estudantes da UFMA – CEUFMA. Foram três dias de muito debate, grupo de discussões, troca de experiência e muita disposição para preparar os estudantes para um ano que promete ser muito maior.


Depois das jornadas de junho, lutar pela UFMA que queremos!


O ano de 2013 foi um ano muito diferente dos demais, pela sua importância para o país e o conjunto dos movimentos sociais. Tudo que parecia impossível se tornou inevitável. A juventude (protagonista das mobilizações que balançaram o Brasil) tomou as ruas exigindo o fim da corrupção, melhorias na saúde, transporte, segurança pública, educação, e um longo etc.
As ruas brasileiras serviram de aporte para as bandeiras e lutas dos povos de todo mundo, colocaram no mesmo passo a luta internacional da Síria, Egito, Quebec, Chile, as mobilizações espanholas, gregas, italianas e da resistência do povo do Haiti.
As grandes mobilizações iniciadas em junho nas grandes cidades do país se expandiram para os demais estados e cidades muito rápido. No Maranhão a juventude que outrora mostrava suas insatisfações com a política do Estado dominado a quase meio século pela oligarquia perversa da família Sarney nas redes sociais, começaram a ocupar as praças e ruas exigindo a derrubada da Oligarquia expressada na famosa hastag #ForaSarney.
Nessas mobilizações, os jovens foram à linha de frente. Desde a ocupação da reitoria da UFMA em maio deste ano, passando pelas jornadas de junho, as duas greves históricas (11 de Julho e 30 de Agosto), a ocupação da Câmara Municipal de Vereadores de São Luís até a luta por moradia na UFMA. Em todas essas mobilizações a organização estudantil foi parte fundamental no processo de conquistas, mostrando que de fato é preciso lutar, e que a mobilização e ação direta é o caminho para a conquista concreta do movimento.
Finalizar o ano com um vitorioso congresso de estudantes da UFMA é parte fundamental do processo de reorganização e preparação dos inúmeros estudantes que acreditam na importância do movimento estudantil como ferramenta de luta para combater todos os ataques à juventude, a retirada de direitos mínimos aos estudantes. 

Uma UFMA de Negras e Negros!
 Apesar de todos os debates que acontecerão em torno do combate ao racismo e depois de uma vitoriosa Marcha da Periferia realizada no mês de novembro onde a Anel e o DCE da UFMA estiveram construindo, setores reacionários e pós-modernos do movimento estudantil tentaram excluir a Secretaria de Negros e Negras. Um grande erro!
Entretanto a disposição do plenário e o debate acalourado que foi gerado colocou, uma forte pressão sobre a importância de retomar essa secretaria para fortalecer as lutas de combate ao racismo, como também para trazer o movimento negro para dentro da UFMA. Temos que pintar desde já a UFMA de negro e em 2014 não arredaremos o pé do combate às opressões, principalmente no tema da luta contra o racismo.

Prepara que “Amanhã vai ser Maior!” 
Depois das jornadas de junho de 2013, tudo ficou diferente. Pequenas mobilizações se tornaram importantes, agora acontecem mobilizações, seja da luta dos jovens, dos trabalhadores, dos movimentos por moradia e da luta contra toda forma de opressão, tudo se tornou muito maior.
O CEUFMA votou importantes resoluções que refletiram as recentes lutas estudantis em todos os campi e que a ANEL esteve apoiando ativamente. As lutas em 2014, ao que tudo indica, passarão por dentro do movimento estudantil organizando e precisarão de um instrumento que seja de fato um apoio para as lutas estudantis. O ano que vem será o ano da Copa (da injustiça, das remoções, da corrupção), e desde já a ANEL acredita que os junhos que virão para a juventude precisam de uma organização que esteja a altura dos desafios. Os ataques já começaram, a repressão está se intensificando cada vez mais, os movimentos sociais estão cada vez mais perseguidos e criminalizados pelos governos. Mas esses ataques não serão motivos para nos calarmos diante de tanta injustiça social. Desde já convidamos a todxs xs estudantes para a construção da VIII Assembleia Nacional da ANEL que ocorrerá dia 21 de março em São Paulo – SP.
A UNE, a velha e burocratizada entidade do movimento estudantil brasileiro não esteve a altura das lutas nesse ano e mostra que em 2014 já escolheu seu lado: ser voluntária na Copa do Mundo! Na contramão disso, a Anel que seguir repudiando a Copa, pois falta educação e saúde para os jovens e trabalhadores brasileiros e isso às ruas estão expressando. Achamos que os lugares dos lutadores que se encontram dentro da entidade que freia as lutas estudantis é estar conosco nas lutas e também dentro da Anel.
Queremos reafirmar nossas lutas unitárias dentro das universidades brasileiras e também nas próximas eleições do DCE da UFMA. Somente assim, através de um programa comum expresso em uma chapa unitária, podemos derrotar a direita e a reitoria de vez, pois apesar de se organizarem para o Congresso, mais uma vez provamos que na UFMA não deve ter espaço para setores reacionários e governistas.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Todo apoio a luta dos estudantes da UFMA em Bacabal

A luta por Assistência estudantil explode por todo o Brasil e vislumbram alguns avanços.
Infelizmente ao longo de 5 anos de implementação do REUNI é essa a situação que as universidades brasileiras se encontram. Sempre frisamos que expansão de verdade deveria ser acompanhada de qualidade e por isso lutamos para que esse programa não fosse implantado nas IES, já sabendo de suas consequências e possíveis prejuízos não só aos estudantes mas à qualidade do ensino que seria então oferecida.

Durante esses cinco anos pós REUNI o que não faltou foi atitudes que expressavam a insatisfação de representantes discentes, docentes e de servidores das universidades.
A pauta da assistência esteve presente em praticamente todas as mobilizações aqui no Maranhão, pois a universidade ao aderir ao REUNI iniciou um processo de interiorização criando campus em algumas cidades no interior do estado, contando hoje com sete campi

Essa é a imagem de como a UFMA cresceu. De fato temos uma universidade grande, mas vale se questionar como está a universidade no que se refere à qualidade no ensino e no atendimento aos estudantes. A resposta é clara e simples. A UFMA hoje não oferece nenhuma qualidade aos seus estudantes, que têm que conviver com uma super lotação em um restaurante que não é suficiente para atender todos os estudantes, bibliotecas precarizadas, ônibus com frota completamente insuficiente, falta de professores, e dentre outros problemas. Isso não só no campus de São Luis, como nos campi do interior, e que nestes a situação é bem mais complicada, e um nível de precarização bem maior, pois muitos sequer têm restaurantes, sequer tem transporte, casa de estudante, ou seja, todas as condições necessárias para que o estudante não só entre na universidade, mas permaneça. Para que isso aconteça é necessário investir assistência estudantil.
É necessário ainda responsabilizar a administração da universidade por fazer a instituição se expandir sem ter a preocupação em oferecer qualidade para seus estudantes, que hoje convivem com inúmeros problemas.
Um caminho foi mostrado recentemente pelos estudantes do campus Bacanga, que fizeram uma grande mobilização, sacudiram a UFMA e a cidade em busca de conquistar uma casa de estudante no campus, obtendo então grande vitória. Isso mostra qual o caminho os estudantes encontram para conseguir seus direitos dentro da UFMA, frente á uma reitoria autoritária, antidemocrática, que não quer dialogar com os estudantes.


Segue em curso um processo de luta dos estudantes do campus Bacabal, exigindo assistência estudantil de verdade, casa de estudantes no campus, restaurante, que a lanchonete seja entregue, e professores, e nós da Assembléia Nacional de Estudantes Livres – ANEL viemos prestar nossa solidariedade, nosso apoio, por acreditar que somente a organização dos estudantes de forma independente, se dispondo se necessário a enfrentar a reitoria e exigir que ela ofereça uma educação de qualidade, uma educação sem catracas, que não ofereça nenhum obstáculo para seus estudantes.

Avante camaradas, força na luta!! Construir uma UFMA diferente, depende de cada um de nós!